Curitiba Caminhoneiros, transportadoras e entidades representantes do setor de transporte querem uma redução de 61% nas tarifas cobradas nas 26 praças de pedágio existentes no Estado. A proposta foi formalizada em uma carta da Associação dos Usuários das Rodovias Brasileiras (Rodolivre) organização resultante do Fórum de Caminhoneiros entregue ontem ao secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi. Uma cópia do documento seria entregue, também, ao governador Roberto Requião (PMDB).
O presidente da Rodolivre, Nelson Canan, explicou que o percentual de redução proposto foi calculado com base no levantamento técnico feito em 1998, a pedido do ex-governador Jaime Lerner (PFL) que apontou a possibilidade de reduzir o pedágio em 50%. Somou-se aí o reajuste de 11% repassado pelas concessionárias sem autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em dezembro do ano passado.
Além da carta, Canan entregou ao secretário de Transportes um estudo do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) dando conta do impacto das tarifas do pedágio ainda sem considerar o último reajuste na economia do Estado. ''Esperamos uma solução a curto prazo'', destacou Canan.
Mas Pugliesi não quis se comprometer com prazos e nem mesmo comentar se a redução proposta pelos usuários é viável. Disse apenas que os documentos serão analisados. ''Estamos decidos a estudar com profundidade e grande racionalidade uma redução significativa das tarifas do pedágio'', afirmou.
O presidente da Cooperativa de Transportadores Autônomos de Guarapuava (Cotrag), Darci Zanlorenssi, insatisfeito com a posição do secretário, insistiu que o governo estabeleça um prazo para solucionar o impasse para que o problema não se estenda no decorrer do ano. ''É um prazo curto (as duas semanas que o novo governo assumiu), mas é preciso ter ações'', disse Zanlorenssi, referindo-se à falta de posicionamento do governo sobre o reajuste de 11%. ''Se é ilegal, que parem de cobrar'', completou.

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