Curitiba
A Secretaria Estadual de Tranportes não recebeu nenhum pedido de contestação das empresas que participaram da concorrência do Anel de Integração - que prevê obras em 2.035 quilômetros das principais rodovias estaduais e federais que cortam o Paraná.
Como o prazo para impugnação terminou na segunda-feira, o resultado divulgado semana passada já pode ser considerado definitivo.
As empresas vencedoras devem iniciar as obras emergenciais em outubro. Após esse período, que o edital fixa em seis meses, iniciar a cobrança de pedágio dos veículos. O valor médio previsto é de R$ 3,00 - no trecho Curitiba-Paranaguá, a estimativa é de R$ 3,80. A secretaria informou que o custo dos serviços das empresas está embutido no preço do pedágio, que é criticado por representantes dos transportadores e caminhoneiros. ‘‘Estaremos dobrando nosso custo fixo de cada viagem se este valor for mantido’’, comenta o presidente do Setcepar, Adão Flores Nunes. Ele disse que o sindicato reivindica participação no conselho da Secretaria dos Transportes para discutir o assunto.
Representantes dos caminhoneiros também estão preocupados com o valor e com o número de postos de pedágio. Nessa quarta-feira, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Paraná (Sindicam-PR) enviou ofício à secretaria solicitando que o sindicato participe das discussões para definir o valor do pedágio.
O sindicato reivindica também a criação de um conselho de usuários das rodovias paranaenses. ‘‘Tudo está sendo resolvido sem a participação ou concordância da comunidade’’, diz o gerente administrativo do Sindicam-PR, Laertes José de Freitas.

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