Em assembléia realizada anteontem, em Guarapuava, caminhoneiros de todo o País decidiram fazer uma paralisação nacional no próximo dia 29 de janeiro. Foram mais de 12 horas de discussões entre mais de 300 representantes da categoria, de diversos Estados. A cobrança de pedágio nas estradas e a falta de uma planilha de custos de fretes são as principais reclamações.
Segundo o presidente da Associação Paranaense do Movimento União Brasil Caminhoneiro, André Felisberto, a categoria está cansada de tentar uma negociação com os governos federal e estadual. ‘‘Agora eles é que vão ter de nos procurar, porque a decisão de paralisar já está tomada.’’ Felisberto explicou que, conforme a Constituição Federal, um Estado, quando vai cobrar pedágio, deve oferecer uma estrada alternativa, gratuita, para o transporte de cargas.
Só que, segundo ele, no Paraná não existem esses caminhos alternativos. ‘‘As estradas por onde temos que trafegar, além de serem caras, estão em péssimo estado de conservação’’, afirmou.
Durante a reunião de anteontem, foi nomeada uma comissão de dois representantes por Estado. Eles deverão acompanhar o presidente nacional do Movimento Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, nas negociações com o governo. ‘‘Temos que dar um ponto final nesses abusos’’, defendeu Felisberto.
O preço do pedágio cobrado nas estradas paranaenses aumentou no último dia 2. As tarifas foram elevadas em 16,46% para automóveis e 20,48% para caminhões e ônibus. Esse aumento causou polêmica no Estado devido a uma disputa entre o governador Jaime Lerner (PFL) e as concessionárias Rodonorte e Rodovia das Cataratas. Após ter autorizado o reajuste o governador tentou voltar atrás, alegando o não-cumprimento de metas de conservação e duplicação de rodovias no Anel de Integração, que é de responsabilidade das duas empresas.

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