A placa localizada na entrada da Rua João Ramalho, umas das vias que dão acesso ao Jardim Sabará (zona oeste de Londrina) para quem trafega pela Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445), alerta sobre a proibição do tráfego de caminhões e carretas. No entanto, os caminhoneiros parecem ignorar a sinalização e circulando diariamente pelo local. Durante os 30 minutos em que a reportagem da FOLHA conversava com os moradores que reclamavam da situação, pelo menos 15 veículos pesados passaram pela via.
De acordo com o funcionário público aposentado, Irineu Broietti, que mora há 15 anos no bairro, o tráfego de veículos pesados sempre ocorreu, mas se intensificou nos últimos três anos. O motivo, segundo ele, é o interesse dos caminhoneiros em evitar a marginal da PR-445 e chegar mais rápido ao Jardim Bandeirantes. "Parte do asfalto já rebaixou e a rua está com diversos buracos. Aqui não é um via pavimentada para isso, só que os caminhoneiros não respeitam. Continuam passando e, o pior, em alta velocidade", reclama.
O pedreiro Adão Aparecido da Silva, que é morador de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) e trafega pela rua de bicicleta diariamente para chegar ao trabalho, disse ter medo de ser atropelado. "Tem a placa lá, mas eles não respeitam mesmo, continuam passando correndo. Eu fico com medo de acabar acontecendo algum acidente comigo ou com alguma criança que esteja brincando na rua", salientou.
A preocupação do jardineiro Geraldo Silva, morador do bairro há mais de 30 anos, é com o neto Rodolfo Felipe, de 11, que estuda em uma escola localizada a algumas quadras da casa da família. "Quando não dá para alguém acompanhá-lo, eu já fico preocupado. Nós o orientamos a olhar para todos os lados ao atravessar a rua e sempre andar pela calçada, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer", afirmou.
"Eu acho que se colocassem uma placa maior, em um local onde tivesse uma melhor visualização e ainda tivesse uma fiscalização da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), a situação já melhoraria. Mas do jeito que está, eles vão continuar desrespeitando e fazendo o que querem", opina a dona de casa Alzira dos Santos Silva, moradora do bairro há 17 anos. "O abuso é tanto que até caminhão estacionado em frente de casa dia sim e dia não eu tenho que aturar, sem reclamar", relatou.
O presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, afirmou desconhecer o desrespeito dos caminhoneiros quanto à proibição do tráfego de veículos pesados na Rua João Ramalho e garantiu que solicitaria uma fiscalização no local com o objetivo orientar e punir os caminhoneiros que desrespeitaram a proibição. Geirinhas não informou quando a ação terá início, justamente para não prejudicar o trabalho. Sobre o tamanho e o local de posicionamento da placa, ele assegurou que tudo atende as normas de trânsito.

mockup