Caminhoneiros fazem capacitação
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O caminhoneiro Eduardo Francisco Pita, 40 anos, tem menos de uma década de experiência na profissão. O tempo curto, no entanto, não reflete a qualidade do trabalho. Pelo contrário, o profissional conquistou o segundo lugar no concurso ''Caminhoneiro do Ano Siga Bem 2008'', com o desempenho obtido depois da participação em diversos cursos de capacitação.
Na tarde de ontem ele integrou um grupo de nove caminhoneiros que participaram do curso do programa Motorista Profissional, promovido pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat), em parceria com empresas do setor. O objetivo do treinamento é orientar os profissionais sobre temas como direção defensiva, condução econômica, mecânica básica, tecnologia embarcada e responsabilidade civil e criminal nos acidentes de trânsito.
O diferencial é que os participantes assistem a aulas teóricas, videoaulas por computador e ''pilotam'' um veículo supermoderno, que tem até computador de bordo, carregado com 30 toneladas de calcário. O trecho de 28 quilômetros inclui ruas e estradas e é feito, em média, em 45 minutos. Na tela no painel, o motorista acompanha informações como o consumo de combustível em tempo real.
''A economia é importante não só para quem trabalha para empresas, mas para os autônomos também. Acho que vamos aprender a ter mais cuidado, vamos dirigir com uma mentalidade diferente'', opinou Pita.
A verificação é completa. Na primeira volta, o instrutor limita-se a fazer as anotações. Na segunda, orienta o motorista. O instrutor Eros Ferreira observa até quantas vezes o caminhoneiro aciona o freio e a embreagem. E explica por quê: ''A condução de caminhões antigos e mais modernos é igual. Mas damos dicas que podem ser aplicadas no dia a dia do motorista, conforme as necessidades e o veículo dele'', destacou.
Uma nova turma passará pelo curso nos próximos dias. De acordo com o diretor do Sest Senat Campolim Torres Neto, este tipo de curso é destinado a profissionais experientes. ''É para quem tem conhecimento e ainda quer melhorar como motorista'', disse. Melhoria que pode significar a diferença entre o desempregado e a vaga no mercado de trabalho.
Este é o caso de Valdecir Ribeiro dos Santos, 38 anos de idade e 15 de experiência ao volante. ''Como estou parado há um mês, o curso representa um algo mais para o currículo e pode ajudar na hora de conseguir emprego. Sempre tem alguma coisa que podemos aprender, como trabalhar com caminhões com tecnologia mais avançada, por exemplo'', ressaltou.


