Caminhoneiro vende saúde
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Fernanda Borges<br>Equipe da Folha 
Londrina - Há 13 anos, o caminhoneiro Héber Antunes Garcia, na época com 24 anos e recém-casado, passava por momentos difíceis. A informação de que teria que passar por um transplante de rim, em decorrência de uma nefrite (doença que inflama os rins e responsável por metade dos problemas renais) deixou toda sua família apreensiva. "Eu sentia muita fraqueza e quando fiquei sabendo que precisaria receber um rim, fiquei assustado. Fiquei preocupado principalmente com a questão do tempo, porque normalmente a fila demora", comenta.
Garcia lembra da época que procurou um nefrologista. "O médico me disse que eu tinha apenas 12% da função renal. Então comecei a fazer hemodiálise e meu nome foi para a lista de tansplantes. Cheguei a pesar 47 quilos e estava sempre meio amarelado. Hoje, com 1,77 m de altura, peso 89 quilos e tenho que ficar controlando a boca para não engordar ainda mais", conta sorrindo o caminhoneiro que afirma "vender saúde".
Para o caminhoneiro, ter recebido um rim foi uma das coisas mais importantes de sua vida. Ele lembra que após o transplante, a sua esposa engravidou e o casal teve uma filha. Segundo ele, a notícia de que havia um doador compatível foi dada 1 ano e 1 mês depois de saber que precisaria de um transplante. "Quando esse rim chegou, ele era compatível somente com o meu tipo de sangue. Então fiquei muito feliz e agradecido a Deus. A cirurgia correu bem, até hoje tomo alguns medicamentos, mas nunca tive nenhum tipo de rejeição. Fiquei sabendo que o órgão doado era de um jovem de uma família de Arapongas. Nunca tive a oportunidade de conhecê-los, mas me sinto feliz e agradecido a eles."


