Caminhoneiro vai a julgamento
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Edna MendesDe Londrina 
O caminhoneiro José Olavo da Silva Macalli, 45 anos, que em 1996 provovou um acidente que matou quatro jovens na PR-090, que liga Bela Vista do Paraíso a Alvorado do Sul, estava sendo julgado ontem em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). Ás 20 horas, o Tribunal do Júri estimava que a sessão, que teve início às 13 horas, duraria até por volta da meia-noite.
O acidente aconteceu no dia 1º de junho quando Macalli estacionou seu caminhão na pista e dormiu. O veículo Gol, onde os quatro jovens viajavam, se chocou na traseira do caminhão, carregado de azulejos e com os faróis apagados. Morreram Leonardo Monteiro Chiarato, 18 anos, Wilthon Palazini Bavia, 18 anos, Rômulo Jonas da Silva e Priscila Assunta Cruz, ambos com 17 anos. Chiarato morreu no local e outros três jovens morreram a caminho do hospital.
Macalli foi preso em flagrante e liberado após o pagamento de fiança. Segundo informações da escrivã Eliana Fernandes, que atuou no julgamento de ontem, desde o acidente o motorista já mudou várias vezes a versão para o acidente. Na época, Macalli afirmou que ouviu o barulho da batida e que pensou em fugir, mas decidiu permanecer no local.
Em depoimento à polícia e Jaciara (MS), onde ele mora, o motorista negou que estivesse parado na pista. Ele afirmou que trafegava em baixa velocidade. Ontem, no júri, Macalli afirmou que se sentiu mal e desmaiou no caminhão. Ele disse ainda que não havia acostamento na rodovia.
A promotoria rechaçou a versão apresentada ontem por Macalli alegando que se ele tivesse desmaiado não poderia ter parado o caminhão e apagado os faróis. Teria perdido o controle da direção do veículo.
Exames realizados em Macalli na época do acidente comprovaram que ele havia ingerido bebida alcóolica. Também foi levantada pela polícia a suspeita de que ele tivesse ingerido arrebite, droga estimulante que matém o motoristas mais tempo acordo e que pode provocar confusão mental. O acidente aconteceu de madrugada. O consumo de arrebite não foi comprovado.
De acordo com informações da Polícia Civil, dois policiais militares de Alvorada do Sul foram testemunhas oculares do crime. Eles tinham sido acionados para verificar um caminhão, com suspeita de ser roubado e que estava parado na pista e presenciaram o acidente quando se aproximavam do local.


