Curitiba Quatro pessoas da mesma família, moradores do bairro Umbará, em Curitiba, acusam policiais militares da 3 Companhia do 13º Batalhão de agressão e tortura. Eles teriam sido agredidos, no último sábado, depois de tentarem ajudar um rapaz, que também estaria recebendo socos e pontapés dos policiais que o abordaram. A PM alega que o uso de força foi necessário, pois os populares também teriam agredido policiais e atirado pedras contra as viaturas.
O caminhoneiro Valdir Pereira, uma das supostas vítimas, disse que apresentou denúncia, na Ouvidoria das Polícias, além do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil. Além dele, sua mulher, filho e genro fizeram exames de corpo delito, no Instituto Médico Legal (IML). Outras duas filhas, que também teriam sofrido agressão uma menor e outra que acabou de ter um bebê e que teria levado uma ''coronhada'' na cabeça não foram examinadas.
Pereira contou que um dos policiais os ameaçou com uma ''metralhadora'', quando ele e seus familiares defenderam o rapaz que estava apanhando. Os policiais pediram reforço e os que chegaram, em seguida, em várias viaturas já passaram a dar tiros. Um dos disparos teria atingido de raspão a perna de seu filho e teria ficado alojado na parede da casa.
Os quatro, segundo Pereira, foram levados para o Batalhão da PM, onde teriam continuado as agressões. ''Minha mulher tem problemas psicológicos. Ela desmaiou e foi levada arrastada pelo cabelo para a viatura, com um dos policiais dizendo que iria afogá-la nas cavas'', relatou o caminhoneiro.
Pereira garante que, além das lesões e testemunhas, tem como prova o cartucho disparado contra a casa e a luva que um dos policiais teria usado para colher as supostas evidências e que acabou esquecendo no local.
Uma pessoa da empresa onde Pereira trabalha, que preferiu não ter o nome divulgado, disse que ontem o caminhoneiro precisou ser encaminhado, novamente, ao hospital, pois sentiu fortes dores por conta das lesões.
O comandante da 3 Companhia do 13º BPM, capitão Luiz Marcelo Maziero, explicou que os policiais haviam abordado um rapaz que estaria dirigindo embriagado e chamaram o reforço quando populares e familiares teriam se exaltado com a ação policial. Eles estariam aguardando uma viatura do Batalhão de Trânsito para autuar o motorista. ''Os policiais reagiram na mesma proporção da ação que sofreram'', argumentou Maziero. Segundo ele, possíveis excessos serão apurados no Inquérito Policial Militar (IPM).

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