Caminhões são usados no tráfico de drogas
O cerco ao contrabando tem reflexos que vão além da área tributária e auxilia o combate ao tráfico de armas e entorpecentes na fronteira entre Brasil e Paraguai. A avaliação, feita pela em conjunto pela Polícia e Receita Federal, se baseia no volume crescente de apreensões e na crença de que, em meio à muamba que cruzava impune a fronteira, se escondiam imensos volumes das mais variadas drogas. As estatísticas da PF indicam que as apreensões de cocaína no primeiro semestre de 2006 ultrapassaram em 600% o volume retido em todo o ano de 2004. Em igual período, o crescimento de apreensão de maconha chegou a 30%.
''Antes da fiscalização, muita droga ia escondida no meio do contrabando, dentro daqueles comboios que chegavam a centenas de ônibus. Eles alegavam andar juntos por segurança, mas acreditamos que não era por isso'', aponta o investigador e relações públicas da PF em Foz, Artur Almeida. Ele explica que as dificuldades impostas pelo aumento da fiscalização nos ônibus de linha levou os traficantes a uma nova tática. ''Agora eles tentam passar a droga no meio de carga lícita. São caminhões com mercadorias legalizadas que escondem a droga.''
No dia em que o investigador conversou com a Folha, a PF apreendeu 4 toneladas de cocaína, oculta num carregamento de calcário. De janeiro a junho de 2006 já foram retidos 82 kg de cocaína na fronteira. Ele também destacou o crescimento nas apreensões de crack, de aproximadamente 1000%, entre 2005 e 2006. ''Hoje, tudo que chega é fiscalizado e temos dificultado ao máximo o trabalho deles.''
A delegacia da PF em Foz é uma das mais movimentadas do país e conta com mais de 20 delegados o número exato não é divulgado para comandar aproximadamente 5 mil inquéritos de alçada federal. (F.C.)





