Caminhões da BR-277 começam a andar
Da Sucursal
Albari RosaFilaCaminhões parados na BR-277, na pista em direção ao litoral do Paraná: embora tráfego seja intenso, ontem já estava reduzido a mais da metadeA fila de caminhões que esperam na BR-277 para desembarcar no Porto de Paranaguá caiu para menos metade ontem. Depois de chegar a ocupar 45 quilômetros da rodovia na segunda e terça-feira, a fila caiu ontem para menos de 20 quilômetros, começando no final da serra.
Para evitar que os caminhões voltassem a impedir o tráfego dos veículos de passeio na descida para o Litoral, a Polícia Rodoviária Federal colocou uma viaturas para patrulharem a fila e a entrada do Porto. No início da semana, o congestionamento de caminhões fez com que a viagem até o Litoral chegasse a durar cinco horas. Ontem, os policiais passaram a controlar os caminhões, impedindo a ação dos furas-filas que provocavam a formação de filas duplas.
O acúmulo de caminhões é maior é na segunda e terça-feira, avaliou o patrulheiro José Augusto Tyrka. Enquanto nos dois primeiros dias da semana quase 3 mil caminhões se acumularam na rodovia, ontem o movimento tinha baixado para pouco mais de 1 mil caminhões.
Anteontem à noite, representantes da Administração do Porto de Paranaguá (APPA), dos transportadores e do DNER se reuniram para negociar medidas que evitassem ou pelo menos reduzissem os congestionamentos. As empresas transportadores se comprometeram a escalonarem os fretes de acordo com a programação de chegada dos navios para o embarque.
O Porto prometeu acelerar o desembarque para reduzir a fila. Na terça-feira, foram desembarcados 1.800 caminhões, e libera vagas no pátio que tem capacidade para 3 mil caminhões. A meta é carregar 800 mil toneladas nos próximos dias. A administração do Porto admite que os congestionamentos devem continuar.
Motoristas de caminhão que aguardavam na BR-277 voltaram a ameaçar interditar o tráfego na rodovia em protesto contra o não pagamento de diárias para quem está parado na estrada por falta de lugar no pátio do Porto. As empresas ficam usando a gente como armazém e ninguém paga nosso prejuízo, reclamava o motorista Antonio Voz Neto, que chegou de Guarapuava e esperava na estrada com o caminhão carregado de soja.
Os motoristas reclamam também do baixo valor das diárias pagas. Segundo eles, a tabela da categoria estabelece o mínimo de R$ 0,85 a tonelada/hora, mas as empresas pagam somente R$ 0,16. Tem gente que ficou três dias parado aqui e recebeu R$ 200,00 que não pagam nem a despesa, protestava o caminhoneiro Edio Zanelato, 36 anos, que chegou à BR às 5 horas da manhã, e às 15h30 ainda estava a vinte quilômetros do Porto.





