Um em cada quatro caminhões fiscalizados durante a Operação de Fiscalização no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, realizada na última terça-feira no Posto Rodoviário Federal da BR-376, na altura do Km 653, no município de Tijucas do Sul, apresentou algum tipo de irregularidade. Todos receberam multas e terão que regularizar a situação. A operação, que é realizada rotineiramente a cada 15 dias em pontos diversos do Estado, fiscalizou 40 caminhões. Destes, dez foram notificados com um total de 21 multas, sendo 18 pela Polícia Rodoviária Federal e quatro pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).
Os problemas mais comuns, de acordo com o coordenador da Operação, tenente Luiz Carlos Gonçalves de Lima da Defesa Civil do Paraná, são caminhões trafegando com o Certificado de Capacidade do Tanque vencido, ausência de equipamentos de proteção individual e ausência da Ficha de Emergência, uma espécie de bula da carga, que descreve as características do produto, ações a tomar em caso de acidente, entre outras informações importantes. Outros veículos, ainda, são autuados por falta de manutenção.
Desde 1995, foram realizadas 77 operações semelhantes no Estado, mas desde o ano passado os trabalhos estão sendo intensificados de modo a garantir uma fiscalização a cada 15 dias. O principal objetivo, segundo Gonçalves, é previnir acidentes durante o transporte de cargas perigosas, que coloquem em risco a saúde de pessoas, o meio ambiente e a segurança pública. ‘‘Com esse trabalho preventivo já conseguimos reduzir o número de acidentes’’, diz. Em 1997 foram registrados 66 acidentes no Estado, em 1998 o número caiu para 62 e no ano passado foram 58.
Desde o início das operações, em 1995, foram fiscalizados 4.413 caminhões, sendo 62,8% (2.772) carregados com líquidos inflamáveis e 611 (18,4%) transportando gases. Destes, 1.295 foram autuados, o correspondente a 30% do total, sendo a maioria por falta de manutenção. Além da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, também participam do trabalho o Ipem, Polícia Rodoviária Estadual, Academia Policial Militar do Guatupê, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde, Receita Estadual e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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