Marcos NegriniPerigoBombeiros resfriam carrocerias dos caminhões-tanque para afastar o risco de explosão do combustívelColisão de dois caminhões-tanque quase acabou em tragédia às 11 horas de ontem em Maringá. Os bombeiros gastaram 22 mil litros de água para apagar o início de incêndio originado na parte elétrica dos carros e para resfriar a carga. Um dos caminhões, de placas ACA 4638, de Maringá, carregava 30 mil litros de óleo vegetal. O outro, placas LYA 5765, de Itajaí (SC), levava 30 mil litros de combustível - 15 mil de álcool e 15 mil de óleo diesel. Os dois motoristas passam bem.
O motorista José Bento de Jesus, 48 anos, que dirigia o caminhão fretado pela Petrobrás de Itajaí, vinha em alta velocidade na descida da Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, no bairro Novo Horizonte, em direção à Avenida Cerro Azul. O motorista Ediz Eliel da Silva, 34 anos, ía em sentido contrário na avenida de duas pistas, em direção ao bairro Cidade Alta.
No início da descida, virou à esquerda mas calculou mal a velocidade do outro caminhão, que bateu forte no lado direito de sua carroceria. Os dois foram parar num terreno vazio, a 10 metros de uma residência. Não houve tempo sequer para o uso dos freios do caminhão da Petrobrás.
As duas carrocerias não foram perfuradas, por isso, não houve explosão. A cabine do caminhão de óleo vegetal embicou e o motorista foi jogado para fora. Com o impacto, a parte elétrica se incendiou.
A ambulância velha do Corpo de Bombeiros (as novas, do Siate, ainda não têm médicos contratados) chegou 10 minutos depois, junto com três carros-tanque. Ediz e José Bento foram internados no Hospital Santa Rita - o primeiro teve ferimentos generalizados, mas sem risco de vida; o outro, teve apenas ferimentos leves.
A água dos carros-tanque - dois pequenos (capacidade de 6 mil litros de água) e um grande (10 mil) - acabou em 20 minutos de trabalho. Um deles teve que se reabastecer no quartel do bairro Zona 7, pois não havia água (da Sanepar) nos hidrantes próximos ao local do acidente.
Os bombeiros levaram 40 minutos para decidir pelo isolamento da área com cordas. O calor era grande - mais de 30 graus - e o asfalto estava quente, fatores que poderiam contribuir para uma explosão. Houve pequeno vazamento de álcool do caminhão de combustível, que demorou 30 minutos para ser estancado pelos bombeiros. Crianças e adultos, moradores do bairro, se acotovelaram em torno dos carros acidentados, até que a área foi isolada.

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