Cerca de 500 caminhões bloquearam ontem por cerca de três horas a praça de pedágio no km 60 da BR-277, no município de São José dos Pinhais, entre Curitiba e Paranaguá.
O protesto, contra o valor do pedágio, provocou congestionamentos nos dois lados da pista - 17 quilômetros no sentido Curitiba-Litoral e sete quilômetros no sentido Litoral-Curitiba, segundo os manifestantes.
O bloqueio começou por volta das 15 horas e terminou às 17h50. A manifestação foi organizada pela Associação de Postos de Combustíveis de Paranaguá e reuniu caminhoneiros, empresários do setor de transportes e proprietários de postos.
Alguns caminhoneiros se recusaram a participar e discutiram com os motoristas paralisados, mas não houve tumulto. Motoristas de ambulância e de automóveis que tinham urgência para continuar a viagem tiveram a passagem liberada, como foi o caso do empresário gaúcho Paulo Darol, 48 anos. ‘‘Apóio o protesto, mas tenho passagem de avião marcada para às 18 horas com destino a Porto Alegre’’, disse.
Os manifestantes espalharam faixas com os dizeres ‘‘Pedágio Sim, Abuso Não’’ e pediram a redução de pelo menos 50% no preço da tarifa. ‘‘Hoje, um caminhão com cinco eixos paga R$ 41,00 de pedágio no trajeto de ida e volta entre Curitiba e Paranaguá, enquanto as despesas com combustível no mesmo trecho é de R$ 30,00’’, disse Luiz Carlos Feronato, diretor da Associação dos Postos de Combustíveis de Paranaguá e proprietário do Posto Cupim.
Segundo ele, os profissionais que estão se sentindo prejudicados com o valor do pedágio pretendem fazer um bloqueio por semana em uma das 26 praças do Estado, e cada vez por um maior período de tempo. ‘‘Na próxima manifestação, que ainda não tem dia marcado, vamos parar 12 horas’’, disse.
De acordo com manifestantes, o movimento nas empresas de transporte e em postos de combustíveis já caiu cerca de 50% após a cobrança do pedágio, e várias empresas estão optando pelo embarque no Porto de Santos em função do pedágio mais baixo em São Paulo.
Representantes dos postos de combustíveis e de transportadoras já pediram providências à Secretaria dos Transportes e ao governador Jaime Lerner, mas ainda não obtiveram retorno. A Ecovia, concessionária responsável pela administração do trecho da BR-277, foi procurada pela Folha mas não retornou a ligação até o final do dia.

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