Luciana Pombo
De Curitiba
Um acidente grave entre dois caminhões, na BR-116, quilômetro 33, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, provocou a morte do motorista Marcos César Costa, de 30 anos, e deixou gravemente ferido Anderson Costa, de 12 anos. De acordo com as testemunhas, o caminhão Mercedes Benz placas JXB 4820, de Manaus (identificado pela polícia rodoviária como placas AHV 8599, de Curitiba), carregado com papel de presente e tinta, estava indo em direção a Curitiba quando saiu da pista e atingiu de frente o caminhão de carga placas CPR 8354, de São Paulo, carregado com medicamentos. Os veículos foram arremessados para o mato por causa do impacto e começaram a pegar fogo.
O acidente ocorreu por volta das cinco horas da madrugada de ontem. Guincheiros e motoristas que passavam pela região auxiliaram no atendimento das vítimas. O carpinteiro José Cordeiro de Aro, de 22 anos, foi um dos primeiros a chegar no local. Ele ajudou o motorista do caminhão de carga, José Augusto Silva, de 48 anos, a sair da cabine do veículo. Os dois foram os responsáveis pela retirada, ainda com vida, do adolescente Anderson Costa, do Mercedes Benz que pegava fogo com maior rapidez por causa da tinta, produto altamente inflamável. O menino teria contado, antes de ser encaminhado para o Hospital Angelina Caron, que o caminhão perdeu o freio.
O proprietário do Guincho Zumbi, que não quis se identificar, chegou no local logo que o acidente ocorreu. ‘‘Quando cheguei, o fogo já tinha consumido todo o caminhão de tinta. Ajudei a tirar os veículos da pista e atender as vítimas’’, contou ele.
O acidente deixou por cerca de oito horas o trânsito congestionado. Às 10h30, quando a reportagem da Folha passou pelo local, uma fila de cinco quilômetros deixava o trânsito lento no sentido Curitiba-São Paulo.Acidente provocou filas de cinco quilômetros no sentido Curitiba-São Paulo. Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida
José SuassunaCinzasAcima, as carcaças dos dois caminhões que pegaram fogo depois de bater. Abaixo, pessoas reviraram os restos dos caminhões a procura de ‘‘lembranças’’DemoraDurante toda a manhã, era grande a fila na BR-116, direção Curitiba-São Paulo

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