Buracos, falta de sinalização e segurança fazem da rodovia estadual João Alves da Rocha Loures, que liga Londrina ao distrito de Maravilha (zona sul), um perigo para os moradores e sitiantes da região. Os cerca de 1,2 mil habitantes reclamam do abandono e reivindicam melhorias. O medo é de acidentes, já que para desviar dos buracos os motoristas avançam na pista contrária da rodovia de pista simples e sem acostamento. Os problemas na estrada se estendem no trecho de 20 quilômetros, desde a área urbana até a sede do distrito.
O comerciante Daniel Gameiro, de 59 anos, que tem um sítio na região, contabiliza um prejuízo de quase R$ 500,00 por causa dos buracos. ''Como passo diariamente pela estrada, minha caminhonete não aguentou e tive que trocar a suspensão. A rodovia nunca esteve tão ruim como agora'', reclamou. Nesta época, muitos caminhões que fazem o transporte da safra também passam pelo local e, assim como as chuvas, acabam agravando a situação.
A auxiliar de enfermagem Egídia Pinheiro, de 44 anos, que mora em Maravilha e trabalha no posto de saúde do distrito, apontou outro problema: ''Os buracos dificultam o tráfego de ambulância no caso de emergências.'' O segurança José Roberto Pereira, de 34 anos, está preocupado com a realização da 7ª Festa do Boi no Rolete, nos dias 10 e 11 de novembro. ''Cerca de 5 a 6 mil pessoas devem participar da festa e a rodovia está muito perigosa. Como garantir a segurança?'', questionou.
A população protocolou uma reclamação na Secretaria Municipal de Obras, mas a responsabilidade pela rodovia é do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). De acordo com o superintendente regional do DER, Sérgio Leite, daqui a 15 dias deverá estar concluída a licitação para compra de material asfáltico. Com esse material será iniciada uma reperfilagem na estrada, obra que, segundo Leite, é paliativa, mas retira irregularidades da pista e oferece condições razoáveis para o tráfego. O DER está trabalhando na limpeza da pista e numa operação tapa-buracos emergencial, antes da reperfilagem. Leite ressalta que é necessário uma restauração no pavimento, obra que depende de negociação para financiamento pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e que deve demorar pelo menos um ano.

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