Caminho cheio de obstáculos
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Um trecho da calçada no entorno da Praça da Juventude da Zona Norte de Londrina foi construído com piso tátil para dar acessibilidade às pessoas com deficiência visual. O caminho, porém, é permeado de obstáculos. No local que dá acesso à bilheteria do Estádio do Café, o espaço entre a árvore e a grade é de apenas dois palmos de largura, o que torna a travessia difícil até mesmo para quem não tem dificuldades de enxergar ou mesmo de se locomover. Nesse mesmo trecho há um cano de água e também um poste, que deixa menos de dois palmos e meio de largura. No lado oposto a essa calçada a situação é pior, pois não existe passeio junto ao alambrado que cerca o estacionamento do estádio. Entre esses dois espaços há o asfalto por onde circulam carros e várias pessoas em dias de jogo.
O trecho da calçada poderia até ser mais amplo, pois há espaço, para que pudesse ser utilizado por cadeirantes. Ao ver a situação, o mecânico Ricardo Augusto Grandizolli, de 28 anos, destacou que deveriam alargar a calçada e colocar o piso tátil de forma que atenda realmente as pessoas com deficiência. "Não tem necessidade de derrubar a árvore. Do jeito que fizeram, jogaram dinheiro fora, pois terão que refazer o trecho alargando a calçada", destacou.
O erro na construção da calçada também deixou indignado o economiário aposentado Júlio César Saravy, de 61. "A calçada perdeu a sua função ao ser construída daquela forma. "Achei horrível, pois ela não serve para nada. Não é útil nem para os cadeirantes e nem para as pessoas sem dificuldades", destacou. Para ele o alargamento não seria necessário se cortassem a árvore. "Por mim poderia cortar tudo o que estivesse atrapalhando. É um absurdo. O poder público faz cada coisa que não tem cabimento", argumentou.
Outro que mostrou sua indignação foi o serralheiro Célio Scheffer, de 45 anos. "É uma pouca vergonha. Uma obra que custou tanto dinheiro deveria ter sido melhor planejada", criticou.
O assessor especial da pessoa com deficiência, Almir Escatambulo, declarou que irá solicitar a adequação do local para a Secretaria de Obras. Ele afirmou que conversou com o secretário Sandro Nóbrega sobre a necessidade de adequar a acessibilidade dos espaços públicos e recebeu como resposta que há uma demanda muito grande para esse tipo de intervenção, mas que os projetos referentes ao BRT (transporte rápido de ônibus) têm consumido os esforços da pasta.
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