A Fazenda União tem 68 alqueires. Logo na entrada, uma pequena plantação de café ornamenta o local. Do lado esquerdo da estrada de terra que dá acesso à casa principal, está instalado um campo de futebol e em volta há muito espaço livre, protegido pela sombra das árvores. Na tarde da última sexta-feira, as centenas de pessoas que estiveram na fazenda se acomodaram por ali para o almoço. Não havia mesas e cadeiras para todos e o gramado foi a escolha para a ocasião.
Ribeirão Claro é uma cidade de pouco mais de 10 mil habitantes, fundada em 1908 por paulistas, fluminenses e mineiros. Fez parte de um dos primeiros pólos de desenvolvimento agrícola do Paraná. Da cidade até o bairro rural Ruvina é preciso percorrer cerca de cinco quilômetros de asfalto e sete quilômetros de estrada de terra. O trecho de terra dificulta um pouco o acesso, pois a estrada é estreita, com muitas curvas e pedregulhos.
Apesar das dificuldades, todos os anos, as pessoas não perdem o 8 de setembro. ''Com chuva ou não, o povo vem, toda vida'', diz Ruvino. E os cenários do percurso são um espetáculo à parte. A região é montanhosa, o que garante um visual cercado paredões coloridos e horizontes emoldurados por formações onduladas e escarpadas.
Devido ao relevo montanhoso e por encontrar-se nas bacias dos rios Itararé e Paranapanema, a cidade apresenta forte potencial hidráulico, representado pela Represa de Xavantes e uma usina hidroelétrica de mesmo nome. A represa também é ponto turístico. (E.S.)

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