Da Sucursal

Kraw PenasSidney Gonçalves, da Secretaria de Transportes, e Celso Carvalho, da Volvo, com o mapa do Anel de Integração na mesaUm caminhão Volvo EDC 360 vai percorrer, a partir do dia 17, os 2.029 quilômetros de estradas que compõem o Anel de Integração do Paraná. Serão seis dias na estrada, enfrentando buracos, pistas irregulares e os riscos do percurso, com um objetivo: avaliar o desgaste que o veículo sofrerá e mostrar que a privatização das estradas que compõem o anel será vantajosa para os usuários, apesar da cobrança de pedágio.
O projeto da viagem, lançado oficialmente ontem, é uma parceria entre a Volvo e a Secretaria Estadual dos Transportes. A montadora sueca vai ceder o caminhão e dois técnicos: um piloto de testes, que será o motorista, e um engenheiro mecânico. O governo entra com o combustível e custos de hospedagem, além de uma equipe da área de comunicação que vai documentar a viagem.
O grupo sairá de Curitiba, percorrendo o anel no sentido horário. São municípios-polo do percurso Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina, Arapongas, Apucarana, Jaguariaíva e Paranaguá.
Na volta, os técnicos da Volvo avaliarão o desgaste mecânico sofrido pelo caminhão. Segundo o diretor geral da secretaria, Sidney Gonçalves, os dados não serão usados nos projetos das empresas que vencerem a concorrência do Programa de Concessão de Rodovias, mas servirão para mostrar as vantagens da privatização.
‘‘As condições atuais de conservação e manutenção são péssimas’’, afirma o coordenador do programa de concessão, André Fialho. Segundo ele, estima-se que atualmente as estradas sejam responsáveis por cerca de 15% a 20% do custo do frete no Brasil. ‘‘São dados das empresas de transporte, que poderemos conferir através desse projeto com a Volvo’’, disse.
Ontem o governo lançou os editais para a segunda etapa da concorrência que vai privatizar as rodovias do Anel de Integração. A concorrência deve estar concluída até junho, para que as vencedoras comecem as obras emergenciais no segundo semestre. A cobrança de pedágio começa seis meses depois.

mockup