Um caminhão de Apucarana carregado com ração animal caiu ontem de uma das pontes da estrada rural Água das Flores, em Jataizinho (25 km a leste de Londrina), quando desviava da praça de pedágio na BR-369. Parte da estrutura de madeira da ponte ficou danificada. O acidente aconteceu por volta das 10 horas. Ontem a Folha publicou matéria mostrando alerta da prefeitura para o perigo das pontes.
O motorista Laudin Paulo Martins, 47 anos, de Apucarana, comprou o caminhão há quatro meses para trabalhar como autônomo. Essa foi a primeira vez que ele utilizou a estrada municipal para desviar do pedágio. Ao iniciar a travessia da ponte, a parte traseira do caminhão deslizou, saindo da trilha principal. O peso quebrou a madeira e a viga que sustentava a ponte cedeu.
‘‘Na hora o susto foi grande. Agora não sei o que vou fazer’’, lamentava o motorista. Por volta das 15 horas, com a ajuda de moradores da região, ele estudava uma maneira para removeer o veículo. Nem a queda do veículo e a fragilidade da ponte assustaram os motoristas que insistiam em usar o desvio.
A estrada tem 50 anos e era utilizada somente por moradores da região. Com o início da cobrança do pedágio, o tráfego, que antes era de 10 a 20 carros por dia, passou para 50 por hora. O chefe de gabinete da prefeitura, Edson Tini, orientou os motoristas que insistem em utilizar o desvio, que trafeguem pela estrada Água Branca - do outro lado da rodovia -, onde as pontes são de concreto.
Alheios ao problema, funcionários de um sítio vizinho à ponte continuavam os trabalhos de canalização do córrego, fazendo um pequeno desvio da estrada. A meta do sitiante é cobrar uma pequena taxa de quem quiser evitar a ponte. ‘‘Como esta é uma propriedade particular, o dono vai cobrar somente as despesas do trator e do aterro’’, disse um funcionário que não quis se identificar.
Outros moradores reclamaram do aumento do movimento de veículos no trecho. Eles afirmam que o prejuízo é grande com veículos passando sobre as lavouras de trigo. A poeira, nos dias secos, também é outro problema. ‘‘Antes, somente a gente passava pela estrada. Hoje, temos de cuidar das nossas propriedades. Quando chamamos a atenção de algum motorista, somos desrespeitados. O pior é que a poeira pode afetar a floração do trigo. Estamos prevendo um grande prejuízo este ano’’, desabafou um dos sitiantes.

mockup