Caminhão derruba muro após colisão
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Susto. Esta é melhor descrição que Jacira Felizardo Costa, proprietária de uma loja de roupas, encontrou para relatar o acidente ocorrido ontem à tarde, no cruzamento das ruas Fernando de Noronha e Rolândia (Região central de Lodnrina).
''Eu estava na máquina de costura quando, de repente, escutei um forte barulho e vi um caminhão vindo em minha direção. Fiquei totalmente sem ação, como se estivesse em estado de choque'', disse Jacira, que após o susto verificou que faltou muito pouco para o caminhão derrubar a parede do estabelecimento.
O motorista do caminhão de uma distribuidora de gás, Vanderlei Aparecido Massoti, disse que estava subindo a Rua Fernando de Noronha em direção à Avenida Maringá, quando uma Saveiro cruzou à sua frente. ''Perdi o controle e fui parar dentro da loja'', contou Massoti, que mesmo assustado com o acidente disse estar aliviado porque ninguém se machucou.
Daniel Vieira, condutor da Saveiro, contou que estava na Rua Rolândia, seguindo em em direção à Rua Jandirá, quando percebeu que não estava na preferencial. ''Quando vi o sinal de PARE o caminhão já estava na minha frente e não tive tempo de frear'', alegou. Segundo o soldado Franco, da Polícia Militar, o acidente ocorreu às 16h20 e por pouco, não deixou feridos.
''Mas foi por muito pouco mesmo'', contou aliviado, Flávio Gomes, que estava passeando no local com o tio José Ayres, de 81 anos. ''Ele é cadeirante e por isso, sempre saio para dar uma volta. Hoje, por sorte, resolvi voltar pela Rua Rolândia, pois se estivesse descendo a Fernando de Noronha, com certeza teríamos sido atingidos'', desabafou.
Para Jacira, acidentes no local são constantes e a falta de sinalização é o principal motivo. Segundo ela, este é o terceiro que acontece em menos de um mês. ''É preciso implantar um semáforo ou, pelo menos, pôr uma sinalização mais visível. Todo mundo passa por aqui em alta velocidade e depois que batem, falam que não viram a sinalização'', reclamou a comerciante Jacira, que pensou que tería motivos para comemorar o dia de ontem. ''Justo no dia que completei um ano da loja ganhei um muro destruído'', lamenta.
A reportagem procurou a direção da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), mas ninguém foi encontrado.


