Da Sucursal

Gilson AbreuA governadora em exercício, Emília Belinati, no lançamento da viagemO desgate mecânico, a segurança do motorista, a sinalização das estradas, os contornos nas áreas urbanas e necessidade de viadutos serão alguns dos pontos analisados pela equipe que percorre, desde ontem, o Anel de Integração do Paraná.
Com a mensagem ‘‘O Paraná do Futuro já está na Estrada’’ escrita no furgão da carreta, o caminhão Volvo, modelo EDC, saiu às 9h30, do pátio do Palácio Iguaçu, acompanhado da governadora em exercício, Emília Belinati, que foi de carro logo atrás do caminhão.
Esta primeira etapa da viagem teve como destino a cidade de Campo Largo, distante 28 quilômetros de Curitiba, onde caminhoneiros receberam a governadora em exercício para ouvir as propostas de recuperação das estradas paranaenses.
Dividido em seis lotes de estradas, o Anel receberá investimentos de R$ 2,3 bilhões em obras para a recuperação, duplicação e melhorias ao longo do polígono geográfico localizado no centro do Estado entre as cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Ponta Grossa.
Gilson AbreuJá na estrada, o caminhão Volvo a caminho de Campo Largo: primeira etapa
Em dez dias o caminhão e uma equipe de técnicos percorrerão 2.029 quilômetros levantando os pontos críticos para a construção de terceira pista, duplicação, impactos sofridos pelo caminhão e trechos onde os motoristas precisam de atenção redobrada.
‘‘O Anel de Integração está na segunda fase de licitação que prevê a concessão de 2.029 quilômetros de rodovias estaduais para a iniciativa privada. Com este projeto colocaremos o Paraná como a principal rota do Mercosul e integraremos os Estados do sul e sudoeste. O perfil econômico do Estado terá novas características de crescimento. Em maio ficam prontos os projetos definitivos e as obras estão previstas para durar de seis a oito anos’’, afirmou Emília Belinati.
A primeira fase do Anel de integração foi iniciada no ano passado com a pré-qualificação das empresas que disputam o direito de execução das obras e a concessão para a exploração por um período de 24 anos. Nesta segunda fase estão 15 das 20 empresas que participaram da fase de pré-qualificação.
‘‘Cerca de 200 viadutos serão construídos. Logo após a licitação, as empresas terão seis meses para realizar uma operação prévia de tapa-buracos e só depois disso começam as cobranças de pedágio ao longo das rodovias. O preço cobrado dependerá de fatores como quilometragem e tipo do veículo, mas deve ficar em torno de R$ 2,50 para carros de passeio, R$ 5,00 para caminhões de dois eixos e R$ 7,50, para os de três eixos, para cem quilômetros de estrada’’, antecipou o secretário de Transportes, Deni Schwartz.

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