Um caminhão carregado de madeira capotou anteontem à noite, por volta das 23 horas, na PR-445, próximo ao trevo de Tamarana (70 km ao sul de Londrina). O motorista do caminhão Ford F-600, placas ADX 5637, de Londrina, Milton Luís Godoi, morreu no local. O acidente foi um dos primeiros com vítima fatal em agosto, na região Norte do Estado.
O comando da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual divulgou esta semana o balanço de acidentes no Norte do Estado. Em julho, foram registrados 237 acidentes com 218 feridos e 25 mortos – uma vítima a mais em relação ao ano anterior, explicou o comandante interino da 2ª Cia, tenente Sidinei Garcia.
Garcia garantiu que a maioria dos acidentes são provocados, principalmente, por desatenção ou imprudência do motorista, que insiste em desrespeitar a legislação de trânsito. De acordo com ele, muitas das ocorrências – como a de terça-feira – são envolvendo um único veículo.
Tenente Garcia informou que a Polícia Rodoviária está intensificando a fiscalização nas rodovias, principalmente nas condições dos veículos e nos abusos cometidos pelos motoristas. ‘‘No mês de julho tivemos 22.462 autos de infrações, sendo a maioria grave ou gravíssima. Queremos que o motorista tome consciência dos abusos cometidos e dos riscos que eles provocam, não só para a própria vida mas para os outros’’, justificou.
Na área urbana de Londrina, os acidentes de trânsito também tiveram crescimento no mês de julho, em comparação com o ano passado. A informação é da Companhia de Trânsito de Londrina (Ciatran), que também fechou o balanço de acidentes esta semana.
Segundo a Ciatran, foi registrada uma redução de 57,14% no múmero de mortos em relação ao ano anterior. Em julho, foram registrados 580 acidentes com 169 feridos e três mortos. No total de acidentes, houve um aumento de 10,68% em relação ao ano passado e 16,35% no total de feridos.
Para o comandante da Ciatran, capitão Sérgio Dalbem, o mês de julho foi atípico por causa dos vestibulares da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Norte do Paraná (Unopar), que ajudaram no aumento do fluxo de veículos na cidade. Ele acredita que o clima também ajudou neste aumento. ‘‘Como esfriou bastante e tivemos período de chuva, isso contribuiu para que o carro fosse mais usado na cidade’’, apontou.
A maior causa de acidentes, segundo Capitão Dalbem, é o excesso de velocidade na área urbana. Para controlar o problema, a Ciatran está intensificando os trabalhos de blitzes nas principais vias rápidas da cidade e o trabalho de educação no trânsito em associações de bairros e escolas. ‘‘Também estaremos com os radares, coibindo o excesso de velocidade’’.

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