Curitiba - Um caminhão da Argentina, vindo de Buenos Aires com destino à cidade de Paulínia (SP), carregado com 27,4 toneladas do produto químico hexa-metilenodiamina – usado para a fabricação de agrotóxicos e produtos sanitários – tombou, ontem de manhã, na altura do quilômetro 29 da BR-116, sentido Curitiba-São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 6 horas, quase na altura da cidade de Registro, na divisa entre os dois estados.
Segundo o fiscal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Juraci Coelho, 70% da carga vazaram e atingiram o córrego Ribeirão Grande, em Campina Grande do Sul, provocando a morte de alguns peixes. O contato do produto com a água causou um princípio de incêndio, que foi controlado pelos bombeiros. Os técnicos instalaram uma barreira de contenção para evitar que o produto avançasse e uma draga foi usada para retirar o material da água. A vegetação no local onde o produto tóxico-corrosivo vazou ficou queimada. Uma máquina retroescavadeira também foi usada para remover parte do solo que foi contaminado. Os moradores da região, segundo Coelho, foram orientados a não usar a água do riacho.
O acidente interrompeu o trânsito no sentido São Paulo até às 9 horas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a interdição não chegou a causar muita fila porque o movimento na estrada, ontem, era pequeno.
O motorista do caminhão Mercedes Benz placas ASD-977, de Buenos Aires, o argentino Cesar Justo Marraco, 60 anos, teve que ser hospitalizado. Conduzido, inicialmente, para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foi encaminhado para Curitiba, onde foi internado no Setor de Queimaduras do Hospital Evangélico.
De acordo com o IAP, técnicos da indústria Rhodia, de São Paulo, dona da carga, ficaram de vir hoje a Curitiba para fazer o transbordo do material que restou no caminhão. Tanto essa empresa como a que transportava o produto, segundo o órgão, serão responsabilizadas pelo acidente. Somente depois do resultado das análises nas amostras de água e solo coletadas do local é que o IAP terá uma avaliação mais precisa sobre a extensão e gravidade da contaminação.

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