Cerca de 70 porcos morreram queimados ontem à tarde, quando estavam sendo transportados de Pitanga (região central do Estado) para Tupã, no interior de São Paulo. Pouco antes das 15h30, o caminhão Mercedes-Benz (placa AFC 8476, de Tupã) que levaria a carga para um frigorífico começou a pegar fogo, próximo ao quilômetro 63 da rodovia PR-445. O problema, segundo o tenente Ezequias de Paula Natal, do Corpo de Bombeiros, foi causado pelo superaquecimento das lonas de freio da parte traseira.
‘‘Muitas vezes o motorista não vê que está pegando fogo. Quando percebe, as chamas já se alastraram’’, informou o tenente. Foi o que aconteceu com Benedito Marcos Nalão, que foi avisado do fogo por um motorista que vinha atrás do caminhão e percebeu a fumaça. ‘‘Paramos e tentamos controlar as chamas com extintores, mas só conseguimos diminuir um pouco. Daí me falaram de uma represa aqui perto, e eu tentei ligar o caminhão para levá-lo até lá, mas as rodas estavam travadas’’, contou o motorista. Os bombeiros chegaram ao local a tempo de evitar que todo o caminhão fosse queimado.
O companheiro de Nalão, Ademir de Amaral, afirmou que na véspera o veículo, que havia sido fretado pelo frigorífico, havia sido submetido a uma revisão. O Frigorífico Frigoestrela havia pago pelos 103 porcos que estavam sendo transportados o valor de R$ 10.272,00. Alguns animais não morreram imediatamente e agonizavam depois de controlado o incêndio. A saída foi sacrificá-los. Os que sobreviveram foram colocados temporariamente em outro caminhão, até que os motoristas recebessem orientação do figorífico sobre o que fazer.

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