Caminhão cai de ponte em Londrina
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Um acidente ocorrido na manhã de ontem na zona leste de Londrina reacendeu a polêmica sobre a falta de segurança na Avenida Angelina Ricci Vezozzo, que corta a região. O caminhão conduzido por Gevanildo dos Santos Dias, 25 anos, caiu de uma ponte onde passa apenas um veículo por vez. A via liga as avenidas Brasília (zona leste) e a Saul Elkind (zona norte).
De acordo com o relatório da Companhia de Trânsito da Polícia Militar (Ciatran), Dias foi obrigado a jogar o caminhão no Ribeirão Quati para evitar uma colisão com um carro que seguia no sentido contrário (centro-bairro). O acidente aconteceu às 9h10 de ontem, no Parque das Indústrias Leves. O motorista teve apenas ferimentos leves, mas a imagem do veículo parcialmente submerso e com a frente destruída (estava transportando peças para elevador) assustou os moradores do bairro. ''Já chegou a acontecer três acidentes em um único dia aqui na avenida. Tudo culpa desta pista estreita'', disse o estudante Lucas de Medeiros Deliberador, 14 anos.
O pai de Lucas, Édson Deliberador Filho, mora há 20 anos no local juntamente com outros sete irmãos em um conjunto de chácaras e comentou ter presenciado ''vários acidentes na avenida, muitos com vítimas fatais''. A avenida é um dos pontos de ligação mais importantes de Londrina, por ser uma das vias de acesso aos Cinco Conjuntos (zona norte) e a um parque industrial.
Moradores do bairro também exigem que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) coloque em prática um projeto de ampliação da via. A comunidade reclamou das más condições da via e dos®MD77¯ ®MDNM¯muitos acidentes que seriam causados pela ausência de acostamento e calçada (que obriga os pedestres a andarem no meio do asfalto) e pela falta de visibilidade nos trechos que antecedem as pontes dos ribeirões Quati e Lindóia.
O gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, esclareceu ontem que a avenida na verdade é uma rodovia estadual localizada em área urbana. Grotti disse ainda que a companhia cuida da sinalização e da manutenção das margens. ''Sobre a duplicação, realmente existe um projeto de duplicação para a Angelina Vezozzo. O problema é a falta de recursos do Estado'', comentou.


