Londrina

Josoé de CarvalhoManifestaçãoCaminhada realizada ontem à tarde: crianças pobres e ricas se uniram para um ato a favor da vida Sem assistência à saúde. Sem educação. Sem teto. Sem família. O número de crianças que vive uma realidade de miséria, fome e exploração é grande em Londrina, e foi denunciado ontem durante a 4ª Caminhada a Serviço da Vida. Onde elas estão? Claudionor Cerol, da Pastoral do Menor, responde: dormindo nas ruas, vendendo quinquilharias e doces nos sinaleiros; distribuindo panfletos; e nas favelas e núcleos da Cidade.
Mais de duas mil crianças de escolas públicas e particulares, entidades, integrantes de projetos sociais da Prefeitura e Conselho Tutelar participaram do movimento, organizado pela Pastoral do Menor. A caminhada começou na praça Rocha Pombo (centro) por volta das 15h30. Portando cartazes e ao som de músicas, as crianças entoavam frases em favor da vida e por seus direitos. Subiram pela avenida São Paulo, avenida Paraná e seguiram pelo Calçadão até o coreto, onde centralizaram as atividades - apresentações e discursos.
A manifestação teve como tema ‘‘Libertar a Criança: Promover a Vida’’. Os objetivos principais foram sensibilizar a população para o problema e exigir a realização periódica de um diagnóstico da realidade das crianças e adolescentes do município. ‘‘Sabemos que são muitas as crianças abandonadas, sem qualquer assistência, porque trabalhamos diretamente com esta população. Mas precisamos de um diagnóstico que indique as ações prioritárias ’’, defende Cerol.
Projeto de lei tornando obrigatória a realização de um diagnóstico das situação das crianças e adolescentes do município a cada quatro anos vai chegar à Câmara, assinado pela vereadora Elza Correia (sem partido). Durante o ato público, autoridades municipais e representantes das entidades que trabalham com o menor assinaram termo de compromisso pela aprovação da lei.
Assinaram o documento o vice-prefeito Alex Canziani (PTB); a secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento; o diretor do Fórum, Dimas Ortêncio de Mello; e a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Solange Vicentin. ‘‘Este diagnóstico é prioridade para o município e será realizado’’, garantiu Canziani.
O censo deverá seguir os moldes do realizado recentemente no conjunto Novo Amparo (zona leste), em parceria entre a Pastoral do Menor e Secretaria de Ação Social. Um programa especial foi montado pela Pastoral e Secretaria para ocupar os menores em atividades pedagógicas, incentivá-los e prepará-los para o retorno à escola no próximo ano. O documento com os resultados foi encaminhado aos Conselhos Municipais de Assistência Social e da Criança e do Adolescente. As entidades solicitaram que o atendimento às necessidades dos bairros - mais vagas na escola e creche - sejam prioridade do poder público.

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