Albari RosaOs manifestantes caminharam quatro quilômetros até o parque BariguiUm grupo formado por cerca de 800 curitibanos participou ontem da 2ª Caminhada da Saúde sem Fumo. Eles percorreram um trecho de quatro quilômetros entre o prédio da Telepar e o Parque Barigui, onde puderam fazer ginástica e acompanhar a Banda Lira, que animou a festa. A manifestação foi para tentar sensibilizar as pessoas a não fumar. No sábado, foi comemorado em todo o País o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A grande maioria dos participantes se mostrou favorável à intenção de o governo federal limitar as áreas para os fumantes.
A proposta encaminhada ao Congresso Nacional proíbe o cigarro em viagens de ônibus e avião, independente da distância. Os bares e restaurantes são obrigados a ter espaços distintos para os fumantes. É proibido ainda fumar em ambientes fechados, sejam públicos ou privados.
Um dos participantes da caminhada, o presidente eleito da Federação Mundial de Cardiologia, Mário Maranhão, defendeu a aprovação da lei, mas cobrou fiscalização. ‘‘O problema que temos aqui no Brasil é que não há punição aos infratores. A punição tem que ser com multas pesadas’’, opinou.
Durante o passeio, as pessoas ganharam brindes e houve sorteio de diversos prêmios e até duas bicicletas. Uma das organizadoras da caminhada, a supervisora da Fundação Telepar, Marise Kruger, disse que a meta da campanha contra o fumo é conscientizar fumantes e não-fumantes sobre os perigos do fumo.
Dados da Federação Brasileira de Cardiologia mostram que 90% das doenças de câncer de pulmão, 80% dos casos de enfisema pulmonar, 40% dos derrames cerebrais e 30% dos infartos são decorrentes do cigarro. Para as mulheres o perigo é ainda maior. ‘‘Nas mulheres, o risco de ocorrer um ataque cardíaco aumenta em quatro vezes’’, afirmou o cardiologista Mário Maranhão.
A caminhada contra o fumo deu resultado para alguns fumantes inveterados. O funcionário da Fundação Telepar, Adalberto Poderoso parou ontem de fumar. ‘‘Aproveitei a campanha e o fato de estar completando dois anos da morte de meu pai, que morreu vítima do cigarro’’, disse. A família do recém ex-fumante agradeceu a atitude do pai. ‘‘A gente pedia sempre para ele deixar o cigarro. E agora damos a maior força’’, afirmou a filha Renata.

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