Caminhada marca Dia Mundial do Coração
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domingo, 26 de setembro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
No ritmo compassado da prevenção, pelo menos 300 pessoas fizeram uma caminhada de aproximadamente oito quilômetros na manhã de ontem
às margens dos lagos Igapó 2 e 3, na região central de Londrina. O evento marcou o Dia Mundial do Coração, data criada para lembrar aos cidadãos de todo o planeta que os cuidados com o músculo mais importante do corpo humano precisam, e devem, fazer parte do cotidiano. Todos os participantes puderam conferir a pressão arterial.
A aposentada Iolanda Guilherme Campos, 71 anos, hoje se ''sente um moça'' mas já passou por maus bocados há alguns anos por causa de um problema cardiáco. A descoberta da doença também fez com que ela descobrisse como cuidar melhor do órgão vital. Viúva, ela passou a cumprir uma rotina de exercícios que inclui caminhada diária de uma hora e sessões de ginástica três vezes por semana. ''Eu caminho e a gente nem vê o tempo passar'', valorizou Iolanda.
Outra participante da caminhada, a também aposentada Verônica Machado Ribeiro, 66, despertou para as vantagens de manter uma vida mais saudável há três anos, quando sofreu um infarto. Ela desconhecia a doença: ''O médico disse que eu não caí (morri) porque era uma mulher forte''. Orientada por um cardiologista, ela diminuiu o sal da dieta, cortou os alimentos gordurosos e as pimentas, mas não se arrepende nem um pouco. ''Tudo isso foi um ganho'', comemorou.
O cardiologista Icanor Antônio Ribeiro, organizador da caminhada junto com a Secretaria Municipal do Idoso e Fundação de Esportes de Londrina, destacou que entre 32% e 35% das mortes no País estão relacionadas à doenças cardiovasculares. O percentual é similar em Londrina e no Paraná. ''As pessoas morrem porque não se preocupam com os fatores de risco como aumento da taxa de colesterol, tabagismo, alimentação incorreta e sedentarismo'', apontou o especialista. No Brasil, segundo Ribeiro, existem 34 milhões de fumantes, entre 30 e 40 milhões de hipertensos e 30 milhões de pessoas com sobrepeso.


