Distribuição de preservativos e material informativo, caminhada ecológica e plantio de árvores marcaram as comemorações do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, ontem em Londrina. A idéia de aproveitar a ocasião para chamar a atenção também para a preservação do meio ambiente está no fato de que qualidade de vida é essencial para quem convive com o vírus da doença.
  Antes de saírem munidos de sacolinhas recolhendo o lixo à beira do Lago Igapó II, os participantes da ‘‘Caminhada ecológica contra a Aids’’ assistiram a uma apresentação de um grupo de jovens atendido pelo Núcleo de Educação Social e Profissional (Nesp), projeto desenvolvido pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) de Cambé (13 quilômetros a Oeste de Londrina). Eles cantaram paródias criadas durante a 1ªGincana de Sexualidade e DST/Aids, realizada em outubro, alertando para os perigos da hepatite C.
  O professor da Academia Adom Fitness, uma das parceiras do evento, Luiz Antonio Araújo, preparou os participantes para a caminhada com uma sessão de alongamento. Edson Bezerra da Silva, coordenador da Comissão Municipal de Controle e Prevenção de DST/Aids e coordenador geral da Adé Fidan (entidade que trabalha com a prevenção e cidadania de gays e travestis em Londrina), elogiou as parcerias com empresas privadas. O Colégio Londrinense também esteve presente, com alunas e professores do Curso Técnico de Enfermagem fazendo a aferição da pressão arterial dos participantes. ‘‘É uma inovação que revela avanços em relação aos preconceitos existentes em relação à doença’’, disse.
  O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é comemorado em 1º de dezembro, e este ano teve como tema ‘‘A vida é mais forte que a Aids’’. Silva lembrou que a doença já se tornou uma pandemia, e está longe de estar sob controle. ‘‘Depois de 25 anos de identificação do vírus, nós continuamos batendo na mesma tecla, que é a da prevenção’’.
  Portador do vírus HIV há 19 anos, ele alerta que muitos jovens hoje em dia acham que com o surgimento do coquetel de medicamentos, a Aids não é mais problema. ‘‘As pessoas não sabem dos efeitos colaterais que esta terapia provoca, como maior facilidade de adquirir um câncer, problemas de colesterol e até hanseníase. São milhões de dificuldades neste trajeto, que os jovens desconhecem.’’
  Silva também lembra que a maioria das vítimas da Aids só descobre que é portadora do vírus quando a doença já se manifestou, o que torna mais difíceis as tentativas de regredir o quadro. ‘‘Por isso pedimos tanto para que as pessoas façam exames preventivos com frequência e usem preservativos, sempre.’’

mockup