Londrina - Saindo do Vale da Lua, no Conjunto Luiz de Sá, com destino ao Jardim Primavera, a caminhada ecológica em valorização ao fundo de vale revitalizado do Poligonal Primavera reuniu dezenas de jovens e adultos, na manhã de ontem, na Zona Norte de Londrina.
Entrega de mudas, biblioteca ambiental, transmissão de filmes sobre prevenção da dengue e coleta seletiva, exposição de maquetes e painéis preparados pelos estudantes do curso técnico em meio ambiente de um colégio estadual e sorteio de árvores frutíferas, hortas ecológicas e bonecas feitas de material reciclado mobilizaram o público, formado por alunos dos colégios estaduais Professora Olympia Morais Tormenta e Ubedulha Oliveira, da Escola Municipal Salim Abohiram e moradores.
Idealizada pela Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, por meio do Programa Habitar Brasil, a caminhada tinha o objetivo de garantir à comunidade da Gleba Primavera a sensação de pertencimento à área de preservação ambiental, como explicou a geógrafa responsável pelo eixo de educação sanitária e ambiental do Programa Habitar, Regiani Zanini Lázaro.
"É o momento da comunidade se apropriar do espaço e se tornar guardiã da natureza", opinou Regiani. Segundo ela, durante um ano foram realizadas palestras em escolas e com os próprios moradores, com o intuito de conscientizar a população local da importância da preservação dos fundos de vale.
Moradora do Jardim dos Campos há 12 anos, a recicladora Maria Castorina da Costa, 64 anos, é exemplo de que informação faz toda a diferença quando o assunto é preservação ambiental. Depois de assistir as palestras do Projeto Habitar, ela decidiu plantar uma árvore frutífera no próprio fundo de vale e ontem, ficou na fila em busca de uma muda.
"Essa revitalização foi ótima. Antes era muito difícil se movimentar pelo bairro, tinha barro, poeira. Eu sofria para pegar ônibus e quando chovia tinha que colocar um saco nos pés para poder caminhar. Hoje temos asfalto, esgoto", comentou a moradora. Para o presidente da Cohab, João Verçosa, a recuperação do fundo de vale resolveu também o problema de moradia enfrentado pelas famílias carentes. "Não é degradando o ambiente que vamos resolver a questão habitacional", apontou.

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