Câmeras vão monitorar trabalho
As medidas anunciadas pela direção da Repar para remediar os danos causados pelo acidente de junho não foram consideradas insuficientes apenas pelos ambientalistas. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) solicitaram uma série de providências à empresa logo após o acidente. Mas os diretores não informaram que reivindicações dos órgãos ambientais foram cumpridas. Todas as ações que estamos tomando seguem as normas do IAP, que sempre foi rigoroso com a Repar, explicou o superintendente Rubens Novicki.
Além do diagnóstico de impacto ambiental, o IAP requereu a implantação de um plano de contenção, de recuperação do solo e de monitoramento das atividades, entre outras medidas relacionadas à fauna e flora regional. Serão instaladas câmeras em toda a área interna para fazer o monitoramento constante das atividades.
Mais do que tomar medidas para recuperar o meio ambiente, a refinaria precisa seguir as normas dos órgãos ambientais, sugeriu a integrante da comissão mista para analisar o acidente da Repar, Laura Jesus de Moura Costa. A direção da empresa informou que nos próximos quatro anos serão investidos R$ 1,8 bilhão em dispositivos de prevenção a acidentes.
Novicki informou que após o acidente de junho, a Repar foi auditada pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e por técnicos internacionais, que resolveram manter a certificação ISO 14001 para a empresa. Apenas as empresas com planos de contingência para acidentes ambientais recebem esse certificado. (E.C.)





