Desde ontem, câmeras de vigilância registram os passos das pessoas que circulam pela área central de Londrina. Pelo menos dez dos 32 equipamentos previstos para serem instalados até final do mês que vem já estão funcionando e monitorando os pontos críticos. A novidade foi divulgada e observada na manhã de ontem pelo prefeito Nedson Micheleti, que esteve reunido com vereadores, secretários e o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major César Vinícius Kogut, no Copom - local onde as imagens são monitoradas.
O custo do sistema, que inclui os equipamentos de captação (34 câmeras, duas reservas), visualização e armazenamento das imagens, é de R$ 404 mil. ''Ao todo, é um investimento de R$ 2 milhões, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o investimento de R$ 404 mil é uma contrapartida do município. O londrinense poderá se sentir ainda mais tranquilo pois as camêras vão garantir mais segurança para a população'', disse o prefeito.
Todas as câmeras possuem giro de 360 graus e vão captar imagens a uma distância de até 400 metros. Ainda segundo o prefeito, até o ano que vem, mais câmeras deverão ser instaladas em outros pontos da cidade, inclusive próximos aos fundos de vale. ''Por enquanto é uma parceria entre a prefeitura, Sercomtel e a Polícia Militar. Os demais recursos serão aplicados para a instalação de câmeras em toda a cidade, como nos lagos Igapó, Cabrinha, Norte, onde a polícia terá como monitorar também situações de vandalismo'', acrescentou Nedson.
O sistema de fibras ópticas e a qualidade dos equipamentos instalados possibilitam imagens bastante nítidas para os policiais que estarão monitorando as câmeras durante 24 horas. Com uma capacidade de armazenamento de 4.5 terabyte, as imagens permanecerão gravadas no sistema durante vinte dias. Situações que precisem ser guardadas por mais tempo serão gravadas em DVD para liberação da memória do sistema.
O Major Kogut explicou que as primeiras câmeras foram instaladas em pontos estratégicos do Centro, onde há maior concentração de pessoas, como os cruzamentos da Sergipe com São Paulo e Rio de Janeiro. ''Poderemos verificar todo tipo de situação: roubo, furto, homicídio. O monitoramento vai ajudar ainda mais a ação da polícia e as imagens, que serão gravadas, podem até mesmo servir como provas, em alguns casos'', finalizou.

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