Perto de completar dois meses da instalação dos equipamentos de segurança no ponto de táxi em frente ao Mercado Municipal, centro de Curitiba, os motoristas que trabalham no local comemoram os bons resultados da iniciativa. De acordo com eles, desde que as câmeras passaram a funcionar, nenhum problema com assaltantes foi registrado. Cansados da violência, os taxistas pagaram os equipamentos e a instalação do próprio bolso.
Em dezembro do ano passado, os 21 motoristas que trabalham no ponto se reuniram para a aquisição de equipamentos de segurança. A proposta inicial era instalar apenas uma câmera de alta resolução na parte superior do mobiliário, mas, para garantir o registro completo de todos os que entram e saem dos carros, foram instaladas quatro câmeras. Além do mobiliário no ponto de táxi, elas estão presentes no poste de luz e na fachada do Mercado Municipal.
Os motoristas pretendiam evitar novos casos de violência, como a morte do colega Nelson Roberto da Silva, durante uma corrida no final de novembro passado.
Na ocasião, os taxistas não conseguiram identificar quem eram os passageiros que embarcaram com o taxista na noite em que ele foi assassinado.
"O índice (de problemas de segurança) caiu para zero", garante o motorista Jeferson
Borlin de Andrade, que trabalha há 15 anos no ponto do Mercado e fez a proposta de instalação das câmeras aos colegas. Ele afirma que a iniciativa agradou não só os motoristas, mas os comerciantes da região.
"Tivemos o apoio do Mercado Municipal. É um ponto de segurança a mais para os comerciantes também", diz. Ao invés de identificar assaltantes, as câmeras ajudam na recuperação de documentos e objetos esquecidos pelos passageiros, uma vez que outros táxis estacionam eventualmente no ponto.
O motorista Ismael Alves de Souza, que há três anos trabalha no ponto, afirma que o investimento valeu a pena, pois sente-se mais seguro no local. Ele ainda recomenda a instalação de câmeras de segurança aos demais taxistas. "Tudo o que melhora a segurança vale a pena, em função do retorno."
Confiantes nos bons resultados, os motoristas pretendem ampliar a cobertura de segurança. Eles fazem agora orçamentos para a instalação de equipamentos nos 15 carros que trabalham no ponto, ainda sem previsão de instalação. "Por enquanto estamos fazendo só a pesquisa", conta Andrade.

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