Catanduvas - Apesar de previstas na Lei de Execuções Penais, que é de 1984, as penitenciárias federais só surgiram em 2006. Catanduvas recebeu a primeira, depois foi a vez de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN). A próxima deve funcionar em Brasília (DF).
Desde o início de seu funcionamento, a unidade de Catanduvas enfrenta alguns problemas. Já houve uma greve de agentes penitenciários e denúncias de mal comportamento desses. Um vídeo com um agente deitando na esteira da máquina de Raio X e passando por ela foi parar na Internet. Os microfones de lapela, que segundo o governo federal seriam utilizados por todos os agentes integralmente, transmitindo as conversas diretamente para Brasília (evitando qualquer relacionamento escuso entre detentos e agentes), não são suficientes para todos e funcionam ''aleatoriamente'' segundo a direção do presídio.
Contudo, as câmeras de segurança estão funcionando bem e os chefes de serviço garantem que os agentes estão trabalhando com o máximo de profissionalismo. ''O nosso grande diferencial é a rotina de segurança e o nosso pessoal, o fator humano, que é ótimo'', destaca o chefe de serviço administrativo. ''Nosso serviço é baseado em protocolos e feito com afinco. Fazemos, inclusive, as escoltas de transferência com primor'', complementa o chefe de serviço de segurança.
De fato, até a comida que entra na instituição, feita por uma empresa terceirizada, passa pelo Raio X, assim como todos os visitantes, inclusive advogados de presos.
O problema é que falta pessoal. Aproximadamente 40 homens da Força Nacional de Segurança foram convocados para a segurança externa da penitenciária, que seria de competência do Departamento Penitenciário Federal.
Eles são responsáveis pelas quatro torres que estão estrategicamente localizadas nas pontas das enormes cercas de alambrado e arame farpado que envolvem a unidade. Não há muros.
''Gosto do serviço. Temos que estar sempre alertas na segurança externa, pois sabemos que há presos perigosos aqui e tememos um resgate. Um cochilo pode significar a vida. O inimigo é audacioso'', diz um soldado da Força Nacional do alto da torre 4, de fuzil em punho. (W.S.)

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