Camelôs voltam para as ruas do centro
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segunda-feira, 30 de outubro de 2000
Edna Mendes De Londrina 
A falta de segurança na Praça Rocha Pombo, na área central de Londrina, obrigou os camelôs, que haviam ocupado o local há cerca de 15 dias, a abandonar a praça. No final de semana os ambulantes retornaram às ruas próximas ao Terminal de Transporte Coletivo que voltaram a ficar congestionadas por causa das barracas. Eles alegam que a praça colova em risco os vendedores e os clientes.
Hoje, a Associação de Vendedores de Produtos Nacionais e Importados (AVPNI), se reúne com o prefeito Jorge Scaff (PSB), comando da Polícia Militar e representantes de órgãos municipais para tentar encontral um local alternativo para instalar as barracas dos ambulantes.
Cerca de 100 camelôs haviam se instalado na Praça Rocha Pombo, que chegou a ser higienizada por eles. A praça foi tombada pelo Patrimônio Histório do Estado em 1974, mas está abandonada pelo Poder Público. Atualmente, o local é reduto de mendigos, prostitutas e meninos de rua. Alguns camelôs admitem que as vendas caíram depois que eles se mudaram para a praça.
O vice-presidente da AVPNI, Rogério Gonsalez do Nascimento, disse que a associação solicitou a presença de policiais na praça ao comando do 5º Batalhão da Polícia Militar, mas não foi atendida e, por isso os ambulantes decidiram abandonar o local. Diariamente enfrentamos roubos e assaltos. Além disso, a praça é mal frequentada e isso acaba colocando nós e os nossos clientes em risco. Queremos que a prefeitura arrume um local definitivo para nós, disse. Os camelôs reivindicam a ampliação do atual camelódromo, na Avenida Leste-Oeste.
O diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Emerson Barros, disse que será feito um estudo para avaliar a viabilidade da reivindicação dos ambulantes. Eles disseram que entram com a mão-de-obra. Vamos levantar custos e fazer um projeto. Porém, a construção demoraria cerca de 60 dias e mesmo assim o espaço não vai abrigar todos, disse.
O prefeito eleito, Nedson Micheletti (PT), disse que vai se reunir, antes da posse, com os ambulantes para discutir o problema. Ele adiantou que é contra a ampliação do atual camelódromo. Isso não resolveria o problema deles. Gostaria de discutir outras alternativas que garantissem o sustento deles sem colocá-los em situação de risco, disse. Micheletti citou como modelo que pode ser seguido o projeto da Prefeitura de Cascavel que distribuiu os camelôs em locais estratégicos em diferentes áreas da cidade.


