Cascavel - Os 13 ambulantes selecionados para trabalhar nos terminais de transbordo de Cascavel retomaram ontem suas atividades. Os detalhes para o retorno dos camelôs foram definidos durante reunião entre os ambulantes e o presidente da Companhia Cascavelense de Transporte Tráfego (CCTT) da prefeitura, Sérgio Donadussi.
Segundo ele, a partir de agora os ambulantes seguirão normas que visam organizar a atividade nos terminais. ''Não vamos permitir que os usuários sejam prejudicados.'' Durante a reunião também ficou estabelecido que os vendedores têm 15 dias para padronizarem as bancas de vendas e se uniformizarem.
Os vendedores também foram alertados que somente os titulares da lista poderão atuar nos terminais. ''A fiscalização estará atuando de forma efetiva para que sejam cumpridas todas as medidas'', ressaltou.
Para o coordenador dos ambulantes, Walter Douglas Franco, a administração foi solidária ao permitir que 13 pessoas voltassem aos terminais. Ele afirmou que, com a seleção, houve o retorno de mais de 70% das pessoas que realmente precisavam atuar nos terminais.
A ambulante Roseli do Prado disse que nos três meses que ficou proibida de trabalhar teve muitas dificuldades para manter os cinco filhos. Ela teme uma atitude violenta dos demais ambulantes não incluídos na seleção. ''Em janeiro, quando escolheram oito ambulantes, teve um grupo que ficou de fora que nos prejudicou. Tenho medo que o prefeito mande nos tirar'', completou.
O retorno dos ambulantes provocou controvérsia entre os usuários do transporte coletivo. A dona de casa Idalina Gonçalves reclama que as bancas impedem a passagem das pessoas. ''Já perdi ônibus por causa deles.'' O estudante Adriano Moraes diz que os produtos vendidos pelos ambulantes são bons para saciar a fome. ''É bom porque é barato.''

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