Os camelôs começaram a sair espontaneamente ontem cedo da Praça Rocha Pombo, em Londrina, um dia após a Promotoria do Meio Ambiente ter aberto processo pedindo a desocupação do local. A praça, tombada pelo patrimônio histórico do município, estava sendo descaracterizada com a construção de um cômodo que os vendedores ambulantes usariam como escritório.
A atitude foi considerada crime ambiental pela promotoria e a construção foi demolida durante a tarde por funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU).
Para Jhonatan dos Santos, 26 anos, camelô há 8, não foi bom ter que voltar para a Avenida São Paulo, de onde havia saído em setembro. ‘‘Na praça era melhor, as pessoas já estavam se acostumando a passar por aqui para comprar nossos produtos. A gente estava cuidando da praça. Agora, a nossa maior exigência e ter um camelódromo adequado para trabalhar.’’ Santos destaca que o ideal seria que o novo camelódromo fosse na área central da cidade.
Jacira Bento Frizo, 51 anos, vendedora ambulante de relógios e bijuterias, também não está satisfeita com a mudança forçada. ‘‘A praça estava ficando linda e as vendas aumentavam a cada dia. Agora nós estamos na rua novamente, incomodando os pedestres e concorrendo com camelôs de outras cidades que aparecem no Natal’’, disse Jacira.
Para Rosimeire Tini Oliveira, representante dos lojistas com estabelecimentos próximos ao Terminal Urbano. ‘‘O problema dos camelôs é muito sério e foi tratado com descaso pela prefeitura. Não somos contra os vendedores ambulantes, mas eles precisam de um local adequado para o trabalhar. Quando estavam na praça, tinham condições melhores de trabalho e não prejudicavam os outros comerciantes. E a praça ficou mais bem cuidada depois que eles ocuparam o local’’, ponderou.

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