Camelôs vão sair de área tombada
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sexta-feira, 20 de abril de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Dentro de dez dias deve estar concluído o projeto da nova área que será ocupada pelos camelôs em Ponta Grossa. Hoje os microempresários da Praça João Pessoa estão instalados numa área tombada pelo patrimônio histórico, nos fundos da Estação Saudade, a primeira estação rodoferroviária construída na cidade, a partir da qual Ponta Grossa se desenvolveu.
As tentativas de retirada dos camelôs do local são antigas, mas até hoje microempresários e prefeitura não haviam chegado a um consenso. Esta semana, uma reunião definiu o local para o novo camelódromo. Será na Praça do Sol, localizada na continuidade do Parque Ambiental Governador Manoel Ribas. A praça fica a poucos metros do atual ponto de venda dos camelôs e a menos de 300 metros do Terminal Central de Transporte Coletivo. Por essas características o novo ponto foi aprovado pelos camelôs.
O Instituto de Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan) fará o projeto gratuitamente e os próprios camelôs pagarão a execução da obra. O novo camelódromo terá 140 boxes, hoje são 138. O local será totalmente coberto e contará com sanitários, que ficarão sob responsabilidade da Associação dos Microempresários. O custo total da obra ainda é desconhecido, mas pelo projeto feito na gestão passada, deve girar em torno de R$ 350 mil. Agora vamos discutir com os associados qual será a melhor forma de pagar a obra, diz o presidente da associação, Nério Carvalhais.
O presidente do Iplan, arquiteto Roque Sponholz, considera urgente a retirada dos camelôs do atual ponto de vendas. Além de estarem num local proibido por ser tombado pelo patrimônio histórico, eles estão num barril de pólvora, alega. Isto porque os boxes são cobertos por lonas, sustentadas por estruturas de madeira. E entre os boxes que comercializam objetos importados, existem barracas que vendem lanches e por isso utilizam fogões a gás, colocando em risco outros vendedores e os próprios clientes.


