Camelôs que vendem bugigangas do Paraguai e salgadinhos em barracas instaladas no centro de Campo Mourão estão com medo de ser expulsos da área. O receio surgiu depois que a prefeitura formou uma comissão para discutir a regulamentação do comércio ambulante na cidade. A comissão deve apresentar uma conclusão final ainda este mês.

''A prefeitura pode nos tirar daqui, mas tem que nos arrumar um outro local apropriado'', disse na quarta-feira um camelô que mantém uma barraca há 10 anos na praça São José. Os donos das barracas não querem se identificar porque temem represálias. ''Queremos evitar polêmica'', explicou outro barraqueiro com ponto há 20 anos na área central.

O receio de expulsão dos camelôs aumenta porque eles estão há sete anos sem alvará. A prefeitura parou de fornecer alvará aos camelôs em 1993, quando houve a primeira tentativa de regularizar o serviço. ''Estamos inseguros'', comentou outro barraqueiro. Alguns deles se dizem dispostos a construir quiosques mais bonitos se houver uma regulamentação.

Somente na área mais central de Campo Mourão existem 12 barracas. Cinco delas ficam nas praças São José e Getúlio Vargas. Uma outra fica no calçadão da Avenida Capitão Índio Bandeira, bem em frente à Secretaria de Planejamento. Há cinco anos a prefeitura ameaçou levá-los para a Praça do Fórum, mas houve resistência porque o local não tem fluxo de pessoas.

''Ainda não temos nenhuma decisão tomada'', disse ontem a secretária de Planejamento, Ricardina Dias. Segundo ela, a comissão vem discutindo a questão, mas ainda não há nada de concreto. Ricardina afirmou apenas que o serviço precisa ser regulamentado. ''Barracas fixas não podem ser tratadas como comércio ambulante'', exemplificou.

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