Camelôs têm um mês para apresentar alvarás
Os camelôs da Avenida São Paulo têm mais um mês para trabalhar no local sem o alvará. Durante esse período eles precisam abrir firmas regularizando a situação de cada barraca e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) têm que encontrar um local definitivo para o Shopping Popular. Este foi o resultado de uma reunião ontem de manhã entre a Procuradoria Regional da República, representantes dos camelôs, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização e da Câmara de Vereadores.
A decisão resolveu, temporariamente, o impasse criado desde sexta-feira passada, quando terminou o prazo que o procurador Mario Ferreira Leite havia dado para os camelôs apresentarem a documentação provando que as firmas estavam legalizadas. Como não conseguiram cumprir o prazo e temiam uma ação policial no camelódromo, os ambulantes estiveram na Câmara pedindo apoio dos vereadores. Formou-se então uma comissão com representantes da Câmara, CMTU e camelôs para negociar um prazo maior com o procurador.
A reunião foi rápida e o procurador decidiu prorrogar o prazo até o dia 20 de Junho. Até lá a CMTU se comprometeu a apresentar um projeto e ter definido o local onde vai funcionar o Shopping Popular e os camelôs vão iniciar a abertura das firmas. A proposta foi do próprio procurador, que alerta para as condições do acordo: Se eles não cumprirem o que prometeram, ficarão novamente sujeitos a ação fiscal e policial no camelódromo.
O presidente da ONG Canaã, Rogério Gonsales do Nascimento, que representa os camelôs, garantiu que vai ser o primeiro a abrir uma firma: Nós vamos fazer um esforço para dar conta dos processos dentro do prazo. Ele disse que os ambulantes vão trabalhar mais tranquilos com a notícia do novo prazo e que todos têm esperança de ir para o Shopping Popular ainda este ano.
Essa é também a expectativa do presidente da CMTU, Wilson Sella, que pretende estar com o Shopping Popular funcionando até novembro para aproveitar as vendas de fim de ano. Segundo Sella, o projeto já está pronto e nos próximos dias a CMTU vai definir o local. A primeira opção era um imóvel na esquina da Leste Oeste com a Rua Bahia. A CMTU ofereceu R$ 6 mil pelo aluguel mas o proprietário não aceitou.
Uma outra opção é o prédio de três andares onde funciona hoje a loja Móveis Paulista, na esquina da Rua Sergipe com a Mato Grosso. O dono do imóvel, Ibrahim Sayed, diz que está disposto a alugar ou vender para a CMTU. Se isso acontecer ele mudaria a loja para outro endereço. Questionado ontem sobre isso, Sella afirmou que nem sabia dessa possibilidade: O dono da loja não me procurou com nenhuma proposta, mas é uma opção interessante e eu vou tentar falar com ele o mais rápido possível.





