Camelôs reclamam agora da reforma e dizem que não mudam
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sexta-feira, 08 de novembro de 2002
Fábio Galão<BR>Reportagem Local 
A transferência dos camelôs de Londrina para o Shopping Popular, na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso, virou uma novela que parece não ter fim. Depois de declararem no início desta semana que preferiam ir para o novo espaço apenas após o Natal, e não no dia 10 de dezembro, como quer a prefeitura, os ambulantes agora se queixam da estrutura do novo local. Um grupo de camelôs esteve no shopping ontem pela manhã e saiu de lá dizendo que o novo 'camelódromo' é apertado, sem ventilação e que os boxes estão mal distribuídos.
''Os corredores são muito estreitos, e tem um deles que fica escondido, ninguém vai querer passar lá. Na distribuição dos boxes, alguns estão com até duas colunas dentro. E as paredes são fracas'', critica Cleusa Maria da Silva, presidente da Associação dos Camelôs da Avenida Leste-Oeste. Segundo ela, o espaço não está condizente com o projeto acordado com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). ''Nos prometeram melhorias e condições de trabalho diferentes, e o acordo foi assinado na presença de advogados. Não vamos nos mudar sem estar tudo como queremos'', afirma Cleusa.
Segundo Álvaro Grotti Júnior, diretor de trânsito da CMTU que está acompanhando as obras no Shopping Popular, as críticas e ameaças dos camelôs são não ''necessárias''. ''A mudança foi acordada entre as duas partes. O projeto foi todo feito em cima da planta do prédio, mas quando iniciamos as obras constatamos que havia diferenças nas medidas de algumas paredes, coisa de cinco centímetros. E existiam alguns pilares no meio do salão que, pela distribuição original, ficavam dentro de algumas barracas'', explica Grotti.
O diretor afirma que os arquitetos fizeram algumas adequações para que o projeto seguisse adiante. ''O projeto não foi mudado, apenas adaptado'', diz Grotti. Outro motivo pelo qual alguns boxes foram mudados de lugar foi a localização dos hidrantes. ''Alguns deles ficavam dentro das barracas, e isso não pode acontecer, porque num incêndio o hidrante não pode ficar bloqueado, coberto por mercadorias'', explica o diretor.


