Camelôs querem trocar cobertura das barracas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de outubro de 1997
Londrina 
Um grupo de ambulantes que trabalha no Camelódromo, localizado na calçada da Avenida Leste-Oeste (área central), foi ontem à tarde à Câmara Municipal pedir o apoio dos vereadores. Os ambulantes querem colocar coberturas novas nas 94 bancas existentes no Camelódromo, mas se dizem impedidos por causa da oposição da direção do Museu Histórico Padre Carlos Weiss - que fica a poucos metros.
Segundo o presidente da Associação Camelódromo de Londrina (Acal), Jadir Sales, o trabalho praticado no local é a única fonte de renda para os 94 ambulantes.
Em documento entregue aos vereadores, ele lembra que atualmente a cobertura é improvisada, feita com lona, o que torna a permanência no local insuportável nos dias de sol e impraticável nos dias de chuva.
Jadir Sales relata que no ano passado foi aprovado e sancionado um projeto de lei autorizando a construção de coberturas nas barracas, o que não foi concretizado até agora. O autor do projeto, vereador Célio Guergoletto (PMDB), diz que os recursos já foram conseguidos pelos camelôs (cerca de R$ 4.500,00).
Em correspondência enviada ao vereador, a diretora Conceição Duarte Geraldo, relata que o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT) solicitou ao reitor da Universidade Estadual de Londrins (UEL), Jackson Proença Testa, autorização para instalar os camelôs no fundo do pátio do museu.
Segundo ela, foi dada permissão aos camelôs para se instalarem no local em caráter emergencial, até que fosse encontrada outra alternativa. A diretora acredita que o fato de estarem pensando em colocar uma cobertura nas barracas caracteriza uma construção permanente.
Célio Guergoletto diz que irá enviar requerimento ao reitor pedindo a sua interferência no assunto. Vou pedir que ele não se oponha à colocação de cobertura no camelódromo, explica. O camelódromo foi inaugurado em janeiro do ano passado.


