Os camelôs da avenida Leste-Oeste devem estar com sua situação totalmente regularizada já a partir da primeira quinzena de janeiro. Liderados pela Associação dos Camelôs, eles fecharam negócio com a Imporbrás, importadora de Cascavel - oeste do Estado - que já atende ao camelódromo daquela cidade. ‘‘Foi a única que ofereceu condições de preço e variedade de produto compatíveis com a necessidade dos camelôs’’, acentua o presidente da associação, Jadir Sales.
O prazo dado pela Procuradoria da República para os camelôs legalizarem a importação dos produtos comercializados nas barracas venceu na última sexta-feira. A Procuradoria vai exigir mair rigor da Polícia e da Receita Federal na fiscalização dos camelôs que vendem produtos contrabandeados.
Sales justifica o atraso da regularizaçãodevido à dificuldade de encontrar uma importadora que não inviabilizasse o negócio dos camelôs.
Ele conta que, só em Londrina, foram contatadas quatro importadoras. ‘‘Ou ofereciam produtos que não interessavam, ou tinham preços que não compensavam.’’ Segundo Sales, com a contratação de uma importadora, os camelôs terão sua margem de lucro reduzida pela metade.
Para legalizar o negócio, os camelôs já falam em alta dos preços. ‘‘Ainda assim vamos conseguir manter os preços competitivos com os do mercado’’, garante Sales. O camelódromo de Londrina tem 94 vendedores.

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