Camelôs preocupam a prefeitura
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quinta-feira, 17 de julho de 1997
Giovani Ferreira 
Ponta Grossa
Celso MargrafPrefeitura estima que existam de 400 a 500 camelôs na cidade. Associação avalia que número cresceu 50% em dois anosO comércio ambulante vem aparecendo como uma das principais alternativas de trabalho para centenas de desempregados em Ponta Grossa. A prefeitura não sabe ao certo, mas calcula que hoje existam entre 400 e 500 camelôs no município. Os vendedores ambulantes, que criaram inclusive uma associação para representar a classe, acreditam que esse tipo de comércio cresceu pelo menos 50% nos últimos dois anos.
Citando o seu caso como exemplo, o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Ponta Grossa, Divonsir Vaz, explica que esse tipo de trabalho é uma das maneiras que os desempregados encontram para ganhar a vida. De acordo com ele, os vendedores ambulantes de Ponta Grossa, trabalhando mais de 8 horas por dia, conseguem uma renda mensal entre R$ 150,00 e R$ 200,00.
Para organizar e regularizar a situação desse tipo de comércio, que já estava fugindo ao controle municipal, a prefeitura está promovendo o cadastramento de todos os vendedores ambulantes de Ponta Grossa. Carlos Cury, fiscal da Divisão Municipal do Comércio Ambulante, explica que um dos objetivos desse cadastramento é impedir a proliferação acelerada e desordenada dos camelôs.
A prefeitura está estudando uma maneira de emitir alvarás e definir áreas específicas para o trabalho dos ambulantes em todo o município. Atualmente existe uma lei municipal que regulamenta esse comércio, mas a prefeitura a considera falha por não estabelecer critérios e regras específicas para os vendedores, principalmente para os que exploram o setor de alimentação.
De acordo com Carlos Cury, a prefeitura deve propor mudanças nessa lei, não somente com o objetivo de garantir os direitos, mas também para poder cobrar os deveres dos ambulantes.
Os vendedores que passam o dia comercializando cachorro-quente, churrasquinho, pipoca e salgadinhos representam aproximadamente 90% do comércio ambulante da cidade. A Vigilância Sanitária da prefeitura quer que todos os vendedores de alimentos sigam as normas de higiene e sanidade, padronizando os carrinhos ou barracas e trabalhando uniformizados, como se estivessem dentro de uma lanchonete.


