Camelôs nas imediações do museu preocupam associação
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Silvana LeãoDe Londrina 
A Associação Pró-Memória de Londrina e Região enviou ontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT) uma carta demonstrando indignação com a presença de camelôs nas imediações do Museu Histórico e pedindo que seja encontrada o mais rápido possível uma solução definitiva para o problema. A carta é assinada pelo presidente da entidade, Klaus Nixdorf, e mais 38 membros da associação, criada para resgatar e preservar o patrimônio histórico de Londrina.
O texto ressalta que um dos cartões-postais de Londrina, herança deixada pelos ingleses, está atualmente emoldurado por barracas de coloração agressiva e variada. A impressão que vem causando aos visitantes e principalmente aos turistas é lamentável, pois encontra-se ilhado, com suas portas de entrada de visitantes e de veículos obstruídas. Urge uma solução para o problema.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, falou ontem à tarde que não sabia da carta, mas reafirmou que a solução de transferir os camelôs para aquele trecho da Avenida São Paulo é provisória.
Com a transferência dos camelôs, o portão de serviço do Museu Histórico, localizado na Avenida São Paulo, terá que ser fechado. Porém, a direção do museu não concorda em deixar livre para veículos e funcionários a entrada localizada na Benjamin Constant, hoje utilizada só para visitantes. A medida, segundo a diretora Conceição Duarte Geraldo, colocaria em risco a conservação do patrimônio. Propusemos que a CMTU mantenha um funcionário no portão para controlar a entrada de veículos e pessoas, mas nos disseram que isto não é possível.
Ontem fiscais da CMTU retiraram da Avenida Rio de Janeiro, Calçadão e Rua Pernambuco vendedores ambulantes que comercializavam luvas, gorros e meias de lã. Em fevereiro, a companhia fixou como limite de atuação dos ambulantes os trechos localizados abaixo da Rua Sergipe.


