Camelôs invadem e quebram lojas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Renê Muller eEmerson Dias<br> Reportagem Local 
Após as primeiras apreensões de CDs e fitas cassetes piratas no camelódromo de Londrina, o caos se alastrou centro acima. O alvo da ira dos camelôs foram CDs piratas supostamente vendidos nas lojas de ''R$ 1,99''. Pelo menos duas delas foram invadidas e tiveram os produtos quebrados. Cinco pessoas foram presas pela Polícia Militar (PM).
Uma das filiais da Rede Um Real, sediada na esquina da Avenida São Paulo e Rua Sergipe, foi atacada durante a manhã de ontem. Os camelôs invadiram o local e quebraram prateleiras de vidro e alguns objetos que estavam à venda. Eles questionavam o fato de a polícia apreender o material falsificado no camelódromo enquanto outras lojas centrais estariam vendendo os mesmos produtos normalmente.
Os invasores também estraçalharam uma caixa contendo dezenas de CDs piratas. Os funcionários da loja acusaram os ambulantes de terem ''plantado'' o material no estabelecimento. ''Uma mulher veio aqui antes e deixou uma caixa no guarda-volumes nosso. Não vendemos CDs na loja'', disse a vendedora Vanessa da Silva, bastante abalada com a invasão.
A filial da loja na Avenida Rio de Janeiro também foi invadida e teve alguns objetos destruídos. Assustado com a violência, o gerente Edson Luiz disse que não iria registrar queixa na polícia: ''Eles não têm nada a perder e podem revidar no futuro. Não queremos mais confusão.''
O Pelotão de Choque da PM foi acionado e perseguiu os vândalos em pleno Calçadão da Avenida Paraná. Entre as pessoas detidas, estavam dois menores. O alvoroço fez com que a maior parte dos estabelecimentos da Sergipe, rua que sedia várias lojas populares, fechassem suas portas. Algumas receberam inclusive proteção policial.
As pessoas detidas foram liberadas depois que o proprietário das lojas depredadas esteve no 1º Distrito Policial e não quis registrar queixa. Segundo o delegado-operacional do 1º DP, Sérgio Luiz Barroso, o crime de danos é de ação privada e depende da vítima fazer a representação. ''Nem a funcionária que teve ferimentos leves quis dar a queixa'', apontou.


