Camelôs ganham quarteirão no centro
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quarta-feira, 16 de maio de 2001
Célia Guerra De Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) já montou o projeto de instalação das barracas dos camelôs no trecho da Avenida São Paulo, entre a Avenida Leste-Oeste e a Rua Benjamin Constant. A quadra, que será fechada para o trânsito, abrigará 218 barracas com tamanho de 1,35 m por 1,50 m. A medida segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, é provisória.
Numa reunião realizada ontem de manhã com a Associação dos Vendedores Ambulantes Rocha Pombo, Sella disse que serão aceitos somente os ambulantes filiados à associação e que estão trabalhando nas ruas. Não haverá espaço para novos camelôs nem serão aceitos outros pontos de venda na cidade, antecipou.
Segundo o presidente da associação dos camelôs, Manoel Barbosa Freire, existem cerca de 230 barracas em atividade. A CMTU está determinando algumas regras de ocupação, entre elas não será permitido o trabalho de menores de idade, pessoas que não moram em Londrina, nem que pessoas da mesma família tenham mais de uma barraca. Não serão aceitos também os ambulantes que possuem bancas no camelódromo. Uma assembléia entre a companhia e os camelôs ficou marcada para a próxima quarta-feira para a determinação e aprovação dessas regras. É preciso a colaboração de ambos os lados, avalia Freire.
Na reunião será determinado também a data de fechamento da rua e da instalação dos ambulantes no local. A associação sugeriu o apoio da CMTU para que os novos espaços sejam financiados pelo Banco do Empreendedor. O presidente da associação calcula que as barracas terão um custo total de R$ 36 mil.
A diretora do Museu Histórico de Londrina, Conceição Duarte Geraldo, diz estar muito preocupada com a transferência dos camelôs para o trecho da Avenida São Paulo, pois ali está localizado o único portão de serviço do museu, que dá acesso ao estacionamento. O jardim e o pátio do museu são área livre para estudantes e visitantes. Se fecharem a rua, não sei como será feita a entrada e saída de veículos. Hoje a diretora do museu deverá se reunir com Wilson Sella para discutir o assunto.
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Jurandir Guatassar Boeira, informou ontem que o levantamento do fluxo de carros na Avenida São Paulo e nas ruas próximas (Pernambuco, João Cândido e Minas Gerais) ainda não foi concluído, mas que o impacto no tráfego será inevitável. Porém a solução é provisória e emergencial.


