Os vendedores ambulantes do Camelôdromo da avenida Leste-Oeste, em Londrina, começam a se organizar para tentar legalizar sua situação. Ontem de manhã, 78 camelôs participaram de uma reunião com dois representantes da Imporbras, uma importadora de Cascavel. Jadir Sales, presidente da Associação dos Camelôs - que representa os 94 ambulantes do Camelôdromo da Leste-Oeste - diz que os camelôs só esperam a liberação dos alvarás de licença pela Comurb para emitir o primeiro pedido de mercadorias à Imporbras. ‘‘Escolhemos esta importadora porque ela cobra 80% sobre o preço dos produtos no Paraguai. As cinco consultadas em Londrina cobram 100%’’.
Sales não acredita que a atual diretoria da Comurb libere os alvarás. ‘‘Eles só estão liberando para quem quitar o pagamento das barracas’’, diz. Apenas cinco ambulantes fizeram a quitação, segundo Sales. ‘‘É que a Comurb cobrou R$ 200 por uma barraca orçada por três serralheiros da cidade por R$ 98’’.
O diretor de operações da Comurb, Marcos Colli, diz que o custo das barracas foi de R$ 190, parcelados em quatro vezes. ‘‘Há um ano, combinamos que liberaríamos o alvará de licença depois do pagamento da quarta parcela e todos concordaram com o preço’’.
A não liberação do alvará impede a finalização do processo de abertura de firma. O prazo para a regularização das atividades dos camelôs terminou na sexta-feira. Hoje, a Associação faz nova reunião com a Imporbras.

mockup