Camelôs continuam sem local definido
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terça-feira, 31 de outubro de 2000
Silvana Leão De Londrina 
Representantes dos vendedores ambulantes da Praça Rocha Pombo deverão se reunir hoje, às 10 horas, com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gustavo Santos, para tentar chegar a um acordo sobre o local que os camelôs vão ocupar no centro da cidade. Ontem eles participaram, junto de outros representantes de órgãos municipais e Polícia Militar, de reunião no gabinete do prefeito Jorge Scaff (PSB). O encontro durou aproximadamente três horas, mas terminou sem que se chegasse a uma solução definitiva.
Os vendedores ocuparam a praça há aproximadamente 15 dias, mas deixaram o local no final de semana alegando falta de segurança e retornaram às ruas próximas ao Terminal de Transporte Coletivo. De acordo com Gustavo Santos, foram discutidas várias sugestões na reunião de ontem, como a intensificação da segurança na praça para que os camelôs continuem no local, e até mesmo o prolongamento do camelódromo existente na Avenida Leste-Oeste. Mas qualquer decisão precisa de fundamentação jurídica, por isso resolvemos agendar nova reunião para amanhã (hoje).
O presidente da CMTU pretende consultar a Procuradoria-Geral do município logo no início da manhã e voltar a fazer contato com a Curadoria do Patrimônio Público da Secretaria de Estado da Cultura, que manifestou-se contrária à ocupação por tratar-se de patrimônio tombado. Um dos questionamentos que Santos deverá fazer à Curadoria é o fato de Ponta Grossa contar há quatro anos com um camelódromo instalado em praça tombada.
Gustavo Santos acha praticamente impossível que a prefeitura consiga determinar um novo local para os ambulantes e fazer as adequações necessárias até o final do ano. O mais viável seria dar continuidade ao camelódromo já existente.
Já o prefeito Jorge Scaff acha que o melhor, pelo menos provisoriamente, é que os vendedores continuem na praça. Para dar continuidade ao camelódromo, teríamos que promover algumas obras ali, como construção de muro de arrimo e modificação na calçada, mas corremos o risco do prefeito eleito ser contra a idéia e, daqui a dois meses, mudar tudo novamente, argumentou Scaff.
O presidente da Associação de Vendedores de Produtos Nacionais e Importados (AVPNI), Manoel Barbosa Freire, disse não ter recebido o apoio que esperava por parte do poder público. Não sentimos motivação em ajudar. Segundo ele, a opção que mais agrada aos camelôs é o prolongamento do camelódromo. Agora, se for para ficarmos em situação irregular, preferimos continuar nas ruas, emendou.


