Paulo WolfgangImpasseGrupo de camelôs se reúne com o chefe do gabinete, Francisco Mestre: pedido de providências

A falta de alvarás, concedidos pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), tem sido o empecilho para a regularização dos camelôs que atuam na avenida Leste-Oeste (área central), no chamado Camelódromo. Esta é a avaliação do presidente da categoria, Jadir Sales. Ontem pela manhã eles estiveram na Prefeitura para cobrar providências do prefeito Antônio Belinati. Foram recebidos pelo chefe de gabinete, Francisco Mestre.
Segundo Jadir Sales, funcionam no local 94 barracas, a maioria comercializando produtos que chegam direto de Ciudad del Este, Paraguai. Destes, cerca de 20 camelôs já estão legalizados, com alvará, CGC e contrato com uma importadora de Cascavel (Imporbrás). Os outros camelôs, segundo Sales, já estão com o processo de legalização encaminhado. Dependem apenas do alvará.
Na terça-feira, agentes da Polícia Federal estiveram no Camelódromo para saber se as barracas já estavam legalizadas, sob pena de apreensão de produtos e abertura de inquérito policial. ‘‘Fomos à delegacia e explicamos nossa situação para o delegado’’, disse Sales. ‘‘Mas se acontecer alguma coisa de uma hora para outra a culpa vai ser da Comurb’’. O prazo dado pela Procuradoria da República, para que os camelôs regularizassem a situação, terminou em 27 de dezembro.
Os camelôs acusam a Comurb de fazer pressão sobre os camelôs para que eles paguem R$ 190, referentes à confecção de bancas onde eles hoje estão instalados. ‘‘A maioria não concordou com o valor. Mas só quem pagou já tem alvarᒒ, diz Sales. Segundo ele, uma outra avaliação apontou um valor menor para as barracas: R$ 110. ‘‘E uma coisa (o alvará) não tem nada a ver com a outra (as bancas)’’.
Na reunião de ontem, ficou decidido que o chefe de gabinete se empenharia para encontrar, junto com a Comurb, uma solução para o impasse. Os camelôs também estão procurando um empresário que patrocine, em troca de publicidade, a cobertura do Camelódromo, já que hoje existe apenas uma cobertura improvisada com lona. ‘‘Quando chove é como se não tivesse nada’’, diz. O projeto da cobertura foi sancionado pelo ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida. Até o final da tarde de ontem, ninguém da atual diretoria da Comurb foi encontrado para comentar a reclamação dos camelôs.

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